sábado, 27 de maio de 2017

Conheça o enredo da União da Maricá para o carnaval 2018

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A União de Maricá, presidido por Mauro Alemão, divulgou nesta noite o título e a logo do seu enredo para o Carnaval de 2018. A escola irá apresentar o enredo “100SASIONAL! UM MAXIXÉTICO E REBOLATIVO BAILE“, que será desenvolvido pelo Carnavalesco Renato Figueiredo, em homenagem ao centenário do Cordão da Bola Preta.



CARNAVAL 2018

ENREDO: 100SASIONAL! Um maxixetico e rebolativo baile

– Justificativa do enredo:

Nos cordões carnavalescos deve ser reconhecido um papel de relevância no desenvolvimento do carnaval do Rio de Janeiro. Foram eles que fizeram desaparecer o entrudo, com seus excessos e inconveniências, e o zé-pereira, com seu enlouquecedor e ensurdecedor barulho; importado de Portugal, através de José de Azevedo Paredes, festeiro e simpático lusitano, natural do Porto e estabelecido do Centro do Rio.

Segundo historiadores e pesquisadores, os cordões tiveram origem nos festejos da nossa Senhora do Rosário, ainda nos tempos coloniais, quando desfilavam, sempre mantendo suas raízes africanas. Porém, no período pós-entrudo / zé-pereira, de 1905 a 1916, aproximadamente, o ponto alto do reinado de Momo era o desfile das grandes sociedades; por sua vez, os ranchos, já consolidados, tinham fervorosos adeptos, enquanto o corso de automóveis e blocos atraíam multidões. Os embriões das Escolas de Samba iam tomando forma nos morros, bairros do subúrbio e na tradicional Praça Onze. Restavam esparsas lembranças dos festivos cordões de outrora.

Em meio a tantas novidades, as gravações fonográficas, os automóveis e a abertura da Avenida Central, se perdiam no tempo os grupos carnavalescos da virada do século, dos quais surgiriam, ao longo do tempo, os blocos, clubes e bandas. Os cordões estavam totalmente esquecidos. Porém, os fundadores de uma sociedade carnavalesca, alguns boêmios que, com sua poesia, seu amor e carinho, num belo gesto, pleno de reverência ao passado, deram uma guinada nessa tendência e fizeram história…

Assim surge o maioral dos maiorais:

Em 1917, dissidentes do Clube dos Democráticos, uma juventude aliada à maturidade de muitos veteranos que não se conformavam com os obstáculos impostos aos desejos de mudança, contestavam o conservadorismo intolerante, dominador, refratário a qualquer movimento que representasse ruptura com as chamadas “respeitáveis tradições”, passaram a se reunir diariamente e resolveram fundar um cordão carnavalesco.

Nos jornais da cidade, uma portaria do chefe da polícia, Dr. Aureliano Leal, dizia: “Os grupos e cordões que perturbarem a ordem pública terão as suas licenças cassadas, sendo os perturbadores presos e processados, na forma de lei”. Proibia, ainda, mais a diante, de maneira igualmente decisiva, a fundação de grupos similares.

Longe de se amedrontar e disposto a topar a parada com o ‘chefão’ temido, o grupo das alegres reuniões ‘chopísticas’ de um dos bares da Galeria Cruzeiro (o Bar Nacional) seguiu coeso com seu líder K. Veirinha. Iriam, todos, desobedecer o mandachuva. Um nova geração, ansiosa por renovações no campo dos direitos sociais, nos costumes, na literatura e nas artes, deram vida ao Cordão ‘Só Se Bebe Água’, imbuídos dos novos e saudáveis propósitos.

Porém, uma amorosa história fez, rapidamente, esse nome mudar. Uma sedutora foliã, com bolas pretas a revoar, encantou K. Veirinha, que eternizou sua lembrança, fixando-a no novo nome do Cordão; o, a partir de então: Bola Preta! Alugaram a sede do clube Cabaret do Políticos, na rua do Passeio, e na noite de 31 de dezembro de 1918 com um ‘maxixético e rebolativo baile’ (como era de praxe qualificar-se as festas dançantes carnavalescas) consumavam a deliberação.

Tendo como regra principal e primordial a seguinte trilogia: Mulher, chope e carnaval. A turma do Bola não vacilava em apoiar, com impetuoso entusiasmo, tudo o que fosse reivindicação feminina.

No Brasil, persistia a velha mentalidade de ampla dominação masculina. As pioneiras dos movimentos feministas eram repelidas e hostilizadas, chamadas de “desvairadas”, “rebeldes à vontade de Deus”, “dissolutas”, “serpentes de saias”, “libertinas” e etc.

Mas, a turma liderada por Álvaro Gomes de Oliveira, o célebre ‘K. Veirinha’, ia em direção contrária. E, com o slogan “Liberdade para as mulheres!”, clamavam os bola-pretenses, apoiando as corajosas precursoras dos direitos femininos.

A constante exaltação do Bola à mulher já era amplamente registrado pelos jornais da época. As músicas do Cordão tinham geralmente como tema principal a mulher, com admiração amor e galanteria transbordando em seus versos.

A publicação de bailes e eventos sempre colocava em destaque a presença feminina, enquanto a decoração dos salões, caprichava nas musas mitológicas, melindrosas, odaliscas, índias, mulheres de todas as raças e múltiplas origens.

Em seu primeiro estatuto destaca-se o endereço da primeira sede, à Rua da Glória, 88 – carinhosamente chamada de “recanto da inspiração”; se oficializa como sociedade recreativa, tendo por objeto único a tradição dos antigos cordões, proporcionando aos irmãos reuniões sociais, isto é, bailes, sessões de música e canto, culto dos sambas, batuques, choros e de leitura de livros, jornais, revistas e demais publicações análogas.

No Cordão da Bola Preta não existem sócios, mas irmãos, sendo assim designados por esta última palavra, todos os seus componentes.

Nos primeiros bailes do Bola eram ao som de maxixes, polcas-tangos, jazz, marchas, sambas e outros ritmos, seguindo os costumes carnavalescos das primeiras duas décadas dos século 20. Daí em diante, prevaleceram sambas e marchas, que se evidenciaram nos anos 30.

Várias foram as sedes do Cordão, em sua maioria, com permanente programação social durante o ano. Diversos e famosos bailes, que eram frequentados por personalidades como: Carmem Araújo, Elizeth Cardoso, o cronista e pianista Mário Cabral e Pixinguinha, tocando o seu saxofone, entre tantas outras.

Da fundação até 1942, o comando do Bola Preta ficava a cargo de um xerife, causando curiosa diferença entre as demais instituições que, normalmente adotava, o presidencialismo. A turma do Bola tinha na figura do xerife um guardião da lei e mantedor da ordem foliã. O xerifado se encerrou em 1942, em uma animada eleição que seguiu as normas do presidencialismo, elegendo Antonio Martonelli (Venenoso) o primeiro Presidente; e Álvaro Gomes de Oliveira (K.Veirinha) foi merecidamente distinguido como Presidente de Honra.

Dois anos após o surgimento da figura do Rei Momo, em 1935, surge a soberana Frederica I, cujo nome completo era: Sua Majestade Frederica Augusta Coração de Leoa. Jornais da época, junto ao Bola resolveram fazer uma sátira a Momo. A condição para ser a Rainha Moma era ser um homem travestido de mulher, de preferência com bigode. A existência da soberana nesta forma durou até 1960, quando o então Presidente do Bola, Luiz Rabello, recebeu a sugestão do Departamento de Turismo para que a Rainha Moma fosse representada por uma mulher. Depois de muita discussão interna a proposta foi aceita. Em 1961, Rosa Possas foi a primeira mulher a ser coroada como Rainha Moma do Bola Preta.

Na alvorada do carnaval, o “sábado gordo”, ocorre a “saída” do Bola Preta, pela manhã; seu tradicional estandarte, sempre em riste, empunhado por bela porta-estandarte abre alas, seguido das belas musas, rainha e madrinha do cordão e os irmãos com seus tradicionais uniformes, cantando e tocando o hino que Vicente Paiva e Nelson Barbosa compuseram: Quem não chora, não mama / Segura meu bem, a chupeta / Lugar quente é na cama / Ou então no Bola Preta.

O Cordão da Bola Preta é protagonista de uma narrativa que merece ser contada em mais um enredo. Um simbolo da resistência, patrimônio cultural, que vem sendo preservado a um século.

Há muita história a ser contada…

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– Reprodução (mantida a grafia original) de um texto publicado pelo jornal “A Pátria” em 23 de Janeiro de 1930.

Obs.: Chico Brício era parceiro de “Caveirinha”, e um dos fundadores do Cordão da Bola Preta.

“Então ouve, para melhor contares: A Bola Preta nasceu de uma scena amorosa entre uma colombina de branco e preto, isto é, de branco e de bolas pretas, com um rapaz de sport, aliás remador do C. R. Botafogo e um dos meus melhores amigos. Esse rapaz era o “Caveirinha”. A colombina é que não conheci. Sei, porém, que a scena ocorreu na Gloria, durante o Carnaval de 1918, quando ambos esses personagens, na expansão natural daquelle dia conseguiram falar-se. “Caveirinha” enamorou-se da colombina. E mergulhado nesse namoro sahiram ambos em colloquio, no meio da multidão. Isto foi visto e seguido por um primo de “Caveirinha”, que os acompanhou de longe. Mas houve um instante que o rapaz perdeu de vista os namorados, e, quando o “Caveirinha” reapareceu foi para indagar:”

– Onde está a Colombina?

– Estava comtigo, respondeu o primo surpreso.

– A miseravel fugiu!…

– Como?

– Depois de ter-me dado…

– Um tabefe?

– Não.

– Então o que deu ella para fugir assim!

– Um beijo.

– E depois?

– Desapareceu!

“E os dois ficaram um momento absortos. Afinal, “Caveirinha” na esperança de reencontrar a misteriosa colombina tomou uma iniciativa:

E os dois sahiram a procurar a endiabrada mascarada, soltando de vez em quando para se orientarem esta phrase: Tem “Bola Preta”?

Excusado é dizer que a colombina não apareceu mais até hoje. Entretanto ficou no espirito do “Caveirinha” a lembrança indelevel da “Bola Preta”.

E o diabo do avatar da “Bola Preta” não sahiu nunca mais do seu pensamento.

Assim é que no ultimo dia desse Carnaval, “Caveirinha” entrando em uma bagatella que estava installada num chopp que existia na Gloria onde entrou para espantar suas maguas, deu com uma bola preta. Sempre a bola preta! Ora, nessa mesma noite o bhoemio e incorrigível carnavalesco deliberou de vez prender a bola preta à sua vida foliona e com seus companheiros dessa ocasião, que eram o Fala Baixo, este que aqui está – o Brandão velhinho e o seu “Pendura” fundarem o hoje famoso e tradicional ‘Cordão da Bola Preta’”.

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– Considerações:

O G.R.E.S. União de Maricá, toma a responsabilidade de homenagear em seu desfile de 2018, a trajetória centenária do Cordão da Bola Preta, através das mais remotas lembranças de um Pierrô pelo reencontro e reconquista do amor de sua Colombina; revivendo inesquecíveis carnavais, dos áureos tempos de Arlequins, Cabrochas e Mandarins. Uma época de indecente crônica social, irreverente luxúria infernal, debochada confusão musical. Uma autêntica e envolvente narrativa do carnaval.

Renato Figueiredo

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– Fontes de pesquisas e bibliografia:

BRASIL, Murilo – A História do Cordão da Bola Preta – Ed. Teatral / 2005;

PAOLINO, Emílio Jorge – Eu disse e provo: Cordão da Bola Preta. Entre o carisma e o polêmico, uma mina social no coração da cidade – Ed. FVG / 1988;

COSTA, Haroldo – 100 anos de carnaval no Rio de Janeiro – Ed. Irmãos Vitale / 2001;

EFEGÊ, Jota – Figuras e coisas do carnaval carioca – Ed. FUNARTE / 1982;

FERREIRA, Felipe – O livro de ouro do carnaval brasileiro – Ed. Ediouro / 2004.

Gaviões da Fiel já possui data para lançamento do enredo, entrega da sinopse e explanação

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Mais uma escola do carnaval paulistano já definiu a data do Lançamento do Enredo 2018, desta vez será a Gaviões da Fiel, que escolheu a próxima quinta-feira, dia 1º de junho, a partir das 21 horas para o anuncio.

SIM... Isso mesmo! Com hora marcada, pois o anuncio será realizado através de transmissão ao vivo realizada pela fanpage oficial da agremiação. 

O link para acompanhar a transmissão será  https://www.facebook.com/gavioesoficial/

Vale lembrar que para o carnaval de 2018 a agremiação do bairro do Bom Retiro, na capital de São Paulo, já anunciou a contratação do novo carnavalesco Sidney França, que será o responsável pelo desenvolvimento do enredo. Outro reforço para a agremiação Fiel é a contratação de Edgar Junior, mais conhecido apenas como 'Junior', que passa a ser o novo Coreógrafo da Comissão de Frente.


 
Um dia após o anuncio do lançamento do enredo, a agremiação convoca todos os compositores interessados no concurso de samba-enredo, para a retirada da sinopse e participar da explanação do enredo 2018 que será realizado pelo carnavalesco Sidnei França, na sexta-feira (2), a partir das 20h30 no Barracão dos Gaviões, localizado na Fábrica do Samba.

Endereço: Av. Dr. Abraão Ribeiro, 497 - Barra Funda


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Interpretes se reúnem na quadra da Tucuruvi em Tributo ao Maurinho da Mazzei

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Neste próximo domingo dia 28 de maio a partir das 15 horas, a quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, irá sediar um grande show em homenagem ao compositor e músico Maurinho da Mazzei.

Maurinho faleceu no último dia 08 de abril e foi o compositor que mais ganhou sambas de enredos nos concursos da Tucuruvi, escola esta que era a sua agremiação do coração.

O evento que promete ser bem alegre, descontraído e regado com o melhor do samba, terá toda a renda da bilheteria revertida a ajudar a família do Maurinho, e contará com atrações musicais comandada pelos intérpretes Alex Soares, Celsinho Mody, Freddy Viana, além do Grupo Casa Nossa, Samba da Pracinha, entre outras atrações musicais.

Com início às 15 horas o evento terá a bilheteria ao custo de R$ 5,00 e será realizada na Avenida Mazzei, 722 - Tucuruvi.


Jacarezinho apresenta sinopse do enredo e novo presidente para comunidade

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Na última quarta-feira, os principais segmentos e baluartes da Unidos do Jacarezinho se reuniram na quadra da escola para ouvirem a leitura da sinopse e explicação do enredo que irão desenvolver no carnaval 2018. No encontro, foi apresentado o novo presidente, Zumba Gabriel, que assumiu a Tricolor Suburbana devido afastamento do Carlos Alberto Barbeirinho, por motivos de saúde.

Rumba, que é compositor e terá a responsabilidade de comandar o Jacarezinho na busca pela volta à Sapucai, fez um discurso focado na soma de forças, deixando claro que a largada foi dada no exato momento em que o enredo foi lançado.


- Na verdade a preparação já começou e leitura da sinopse foi importante para mexer com o emocional do nosso povo, pois o Jacarezinho é uma escola que forma várias outras escolas e reassumimos este compromisso juntos - declarou o novo presidente.

Rumba Gabriel exaltou o trabalho no desenvolvimento do enredo, principalmente pelo fato de falar do amor, que segundo ele, é a única forma de superar a violência que impara na comunidade.

- Seria necessária uma guinada de 360 para implantar o amor, em meio à tanta coisa ruim. Este amor chega no Jacarezinho através deste enredo carregado de poesia onde um poeta maior, Cartola derrama sobre outros poetas e sambistas, uma força para fazer com que todas as pastoras sejam como Euzébia, belas musas - concluiu Rumba.

O carnavalesco Eduardo Gonçalves contou com a parceria do amigo historiador Vinícius Natal, que leu a sinopse do enredo para a comunidade, que emocionada, renovou a confiança e força para fazer mais um carnaval. A Unidos do Jacarezinho será a 8ª escola a desfilar na Intendente Magalhães, na terça-feira de carnaval em 2018.

Fotos: Johnny Lima / Ascom

Cubango define enredo para o carnaval 2018

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Batido o martelo! “O Rei que bordou o mundo” é o título do enredo que a Acadêmicos do Cubango levará para a Sapucaí, em 2018. A narrativa dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora falará da vida e da obra de Arthur Bispo do Rosário.

A nova diretoria da escola já havia anunciado, na noite do sorteio da posição de desfile, que o enredo sobre os 200 anos de Nova Friburgo estava em suspenso, uma vez que as negociações com a cidade não apresentavam avanços. Finalmente, optou-se por um enredo autoral dos jovens carnavalescos, que explicaram a proposta:


-O enredo vem preencher uma lacuna importante. Nós sabemos que Arthur Bispo do Rosário já apareceu em alguns desfiles, inclusive na própria Cubango (2010 e 2013), mas sempre de forma genérica. Via de regra, o Bispo aparece como um personagem entre muitos, ilustrando a relação entre arte e loucura, o que não é o foco da nossa proposta. O público sabe da existência dele, mas poucos conhecem a sua história de vida e mesmo a sua obra, que é extremamente profunda. Falaremos da peregrinação que o levou a “inventariar o mundo”, dos folguedos regionais do Sergipe, dos símbolos que ele mais utilizava nas peças, e também do fato de que ele é um personagem negro e marginalizado que precisa entrar, de vez, no mapa das escolas de samba – defendeu Haddad.

Para Leonardo Bora, o enredo tem forte identificação com a Acadêmicos do Cubango e possibilitará um visual diferenciado:

-Contra a tão debatida crise é preciso criatividade e ousadia. E este enredo nos oferece as duas coisas. Eu pesquiso a obra do Bispo desde 2010, nas mais variadas áreas: literatura, teatro, cinema, dança, artes plásticas, psicanálise, estudos culturais, filosofia, moda. Em 2012, eu e Gabriel Haddad fomos à Bienal de São Paulo (Bispo do Rosário foi o artista homenageado daquela edição) e pudemos observar a obra dele em diálogo com artistas contemporâneos do mundo inteiro. Na época eu escrevia um ensaio que comparava o trabalho do Bispo com um conto de Guimarães Rosa, “Cara-de-Bronze”. É impressionante perceber o quanto é uma obra densa e coesa, que deixou nomes como Louise Bourgeois boquiabertos. Lá, em 2012, tivemos o estalo: como nenhuma escola de samba ainda não apresentou um enredo inteiro sobre o Bispo do Rosário? É uma ideia antiga, portanto, que estava há cinco anos na gaveta. Agora chegou o momento, a nossa estreia na Série A. E será ótimo desenvolver essa narrativa na Cubango, que tem um histórico de enredos sobre diferentes facetas da afro-brasilidade, as religiosidades de matriz popular, o ato de escrever e bordar palavras, que é o símbolo da escola.

A proposta visual diferenciada já se faz notar no cartaz do enredo, que reinterpreta a bússola-mandala do Manto da Apresentação, a mais conhecida peça confeccionada por Bispo do Rosário. Segundo os carnavalescos, era importante que a “logomarca” dialogasse com a linguagem estética do homenageado, valorizando o trabalho manual. Justamente por isso, os letreiros foram bordados a mão pela mãe do carnavalesco Leonardo Bora, Ana Maria.

-Tudo o que está na logo passou pelas mãos de alguém. As tramas, os botões costurados, os bordados. O cartaz do enredo é o espírito da nossa proposta –  finalizou Haddad.

Em breve, será divulgada a data da entrega da sinopse aos compositores. A Cubango será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval de 2018.

Estrela do Terceiro Milênio tem novo carnavalesco para 2018

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Após assinar três carnavais na Unidos do Peruche, um no Grupo de Acesso, estreando como campeão, e dois no Especial, Murilo assume novo desafio em 2018 e será o carnavalesco da maior agremiação da zona Sul.

O arquiteto e carnavalesco Murilo Lobo assumirá um novo desafio em 2018 e assinará o projeto da escola de samba Estrela do 3° Milênio, que neste ano desfilará no Grupo 1 da Uesp (União das Escolas de Samba Paulistana).

“Entrei num projeto que na verdade é um sonho, um desejo de uma comunidade que se torna meu, o desafio instigante de conduzir a agremiação à elite do carnaval “

Formado em arquitetura na faculdade Belas Artes, Murilo Lobo já assinou projetos tradicionais da cidade de São Paulo como a cinquentona Tecelagem Lorena, e a moderníssima Addolcire Gelato e Cafeteria, ambas no bairro de Moema, e o Espaço Cosy Morumbi, local de reuniões, treinamentos e workshops, na avenida Morumbi, Zona Sul de São Paulo.


Com toda essa bagagem profissional, Murilo, ainda conta com histórico familiar de apaixonados por samba e carnaval, cresceu ouvindo samba de raiz, marchinhas e vendo sua família confeccionar fantasias para foliões dos blocos que participavam dos bailes no clube Banespa.

Apaixonado, estudioso e assíduo frequentador dos desfile das Escolas de samba no Rio e em São Paulo, entrou para a Sociedade Rosas de Ouro como folião, foi chefe de ala, depois tornou-se membro da comissão julgadora do concurso de samba enredo. Com seus afinados comentários, atraiu a atenção do carnavalesco Jorge Freitas e aceitou o convite dele para escrever enredos em conjunto.
Logo tornou-se um dos assistentes  de Jorge, seu amigo e padrinho. Conseguiu agregar suas referências e unir conhecimentos da sua profissão com elementos que compõe o desenvolvimento do carnaval. “É uma grande ópera ao ar livre e, durante o processo de criação principalmente, nas alegorias, a arquitetura é uma grande aliada”, explica.

Depois de oito anos na Rosas de Ouro, em 2015, assumiu a Unidos do Peruche e conquistou o campeonato do grupo de Acesso, com o enredo “Karabá e o menino do coração de ouro”. Em 2016 apresentou uma homenagem ao Centenário do Samba e esse ano, assinou o tema “A Peruche no Maior Axé Exalta Salvador, Cidade da Bahia, Caldeirão de Raças, Cultura, Fé e Alegria”, ao lado de Sérgio Caputo Gall, com um desfile muito elogiado deixou a Escola no Grupo Especial.

“Estou feliz pela oportunidade de fazer parte de um novo desafio profissional, especialmente nesta jovem Escola cheia de garra e vontade de acertar”, afirma. Murilo chega em um momento especial, para criar o desfile de 2018 ano em que a  agremiação completará 20 anos. “Vou mergulhar de cabeça nesse grande projeto associando meu profissionalismo à minha paixão pelo Carnaval”, tenho a certeza que juntos faremos a coruja abrir as asas e se lançar em voos bem mais altos”, declara.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

União da Ilha realiza ação social neste sábado

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Departamento social da União da Ilha promoverá projeto "Leitura Arte Viva" neste sábado

Com o objetivo de colocar as crianças em contato com o mundo mágico da leitura, desenvolvendo o gosto pela literatura e arte, estimulando sua imaginação e criação, através de contação de histórias, o Departamento Social da União da Ilha irá realizar neste sábado, na quadra da escola, o Projeto "Leitura Arte Viva", a partir das 10h.  A entrada é franca (distribuição de senhas a partir das 9h45).

Coordenação:  Depart. Social da União da Ilha
Parceria: G.R.C.E.S.M. Cavalinhos Marinhos da Ilha

Componente da Rocinha é exemplo para os jovens

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O que toda agremiação deseja ser é uma Escola onde se propaga o conhecimento e valores e com o acadêmicos da Rocinha não é diferente! 

A agremiação que em 2017 exaltou um mestre do Carnaval, Viriato Ferreira, possui em sua equipe para o Carnaval 2018 o atual campeão do Circuito Taça Rio de Jiu-jitsu, Rodrigo Brandão.


- Precisamos mostrar a nossa comunidade que não somos somente uma escola de samba, somos uma equipe que trabalha no esporte e na parte social, comentou o presidente Ronaldo Oliveira.

O presidente ainda falou da importância de Rodrigo para os jovens da comunidade: "precisamos criar exemplos dentro da nossa própria casa. Nossos jovens precisam de espelhos e o Rodrigo é um exemplo positivo para eles".

Em breve, o Acadêmicos da Rocinha anunciará toda equipe para o Carnaval 2018!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Carolina Ribeiro é a nova diretora de Harmonia do Império Gonçalense

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A Império Gonçalense acaba de anunciar Carolina Ribeiro como a nova diretora de Harmonia da azul e branco de São Gonçalo. Ela sempre foi amante do Carnaval e, em especial, por escola de samba. Em 2001, entrou na Porto da Pedra como componente da ala das baianinhas. Desfilou como componente por três anos quando foi convidada a trabalhar como harmonia de ala. Ali começava sua trajetória na harmonia. 

Em 2005, por sua vez, passou por alguns outros seguimentos da escola até ser convidada para fazer parte do grupo de Harmonias da agremiação. Na época, ainda menor de idade, ela desfilava na harmonia com crachá do juizado de menores. 


"Será uma honra mostrar à escola que leva o nome do município que nasci e tanto amo, todo meu aprendizado no Carnaval. Sem dúvidas nenhuma, mostraremos juntos a força do Império Gonçalense. Agradeço ao presidente Hugo Júnior, toda diretoria e a comunidade gonçalense pela confiança depositada em meu trabalho", ressaltou. 

Carolina ficou na Porto da Pedra por 11 anos. Após sua saída, foi convidada à integrar a harmonia da coirmã Unidos do Viradouro, onde está atualmente. 

Na próximo sexta-feira, dia 26 de maio, às 20 horas, acontecerá o lançamento da escola e do enredo, apresentação da equipe 2018, batismo da agremiação pela coirmã Unidos do Viradouro, e leitura da sinopse, no Clube Tamoios de São Gonçalo, na Avenida Presidente Kennedy, 101;

O Império Gonçalense será a décima terceira escola a desfilar pela Série E, na Estrada Intendente Magalhães, pela Liesb.

Cubango anuncia a nova direção de carnaval

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Alexandre Brittes contará com apoio de Vinícius Natal e Thiago Lepletier na equipe, somando forças em prol do carnaval da escola


Alexandre Brittes, o Louzada, é o novo diretor de Carnaval do Acadêmicos do Cubango, escola de samba niteroiense e que desfila na Série A do carnaval carioca. O acordo foi fechado após uma série de reuniões com o presidente executivo Rogério Belisário. Alexandre é produtor e publicitário, e participou do grupo de harmonia do Acadêmicos do Salgueiro e Unidos da Tijuca. Também pode demonstrar todo seu potencial na direção de harmonia e carnaval na Renascer de Jacarepaguá, onde, em 2011, foi campeão da Série A ao lado do carnavalesco Edson Pereira, saindo da agremiação em 2014. Empolgado, o diretor demostra toda a sua felicidade em encarar o desafio de gerenciar o carnaval da verde e branco de Niterói:

- Estou muito feliz com o convite do presidente e aceitei logo de cara este desafio. A Cubango tem uma comunidade espetacular e daí vem a força que precisamos para dar a escola o lugar que ela merece, o Grupo Especial. Em breve vamos mostrar todas as ideias e novidades que estamos preparando para o mundo do samba e comunidade cubanguense - enfatiza o diretor


Novo diretor de carnaval contará com força extra na equipe de carnaval

Louzada não estará sozinho nesse desafio. Para compor o departamento de carnaval da escola, Vinícius Natal e Thiago Lepleter somarão forças com os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora para o desenvolvimento dos trabalhos de barracão, compras e ateliê, além do apoio nos trabalhos da direção de carnaval. Vinícius é antropologia pela UFRJ, atuou como diretor de pesquisa do Centro Cultural Cartola e é diretor cultural da Unidos de Vila Isabel. Já Thiago é administrador e conta com a experiência de diretor de carnaval em escolas como Arrastão de Cascadura, Vizinha Faladeira e Acadêmicos do Sossego, levando o título da Série B em 2016.  Para Vinícius, a junção de forças será o diferencial para a reestruturação da Cubango e, assim, sonhar com o título da Série A:

- Para mim é uma experiência muito bacana, trabalhamos muito tempo juntos na Intendente Magalhães e já temos essa experiência de trabalho juntos, gostamos de trabalhar em equipe, junto com a escola e envolvendo toda a comunidade em todo o processo, pois aí tudo funciona da melhor forma no dia do desfile. A comunidade é a base e não podemos esquecer disso nunca. E acreditamos que com a chegada da do Louzada na direção geral de carnaval estaremos com uma equipe afiadíssima para o desfile de 2018 da Cubango.

O Acadêmicos do Cubango será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval, dia 10 de fevereiro de 2018, pela Série A da Lierj, na Marquês de Sapucaí (Sambódromo carioca). 


Juninho Branco não é mais intérprete da Pérola Negra

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A escola de samba Pérola Negra, informou através das suas redes sociais, a saída de seu intérprete Juninho Branco da agremiação. O cantor esteve no carro de som da escola nos dois últimos anos.


Confiram o comunicado: 

"Hoje é dia de agradecimento e gratidão a esse cantor que trabalhou com tanto empenho e força de vontade na nossa Pérola Negra. Informamos o desligamento do intérprete e desejamos uma caminhada vitoriosa no mundo do samba! Nossas portas estarão sempre abertas e quem sabe este seja apenas um "até breve"? A comunidade azul e vermelha se despede, mas com muito carinho ressalta seu talento e dedicação ao nosso pavilhão"

Em 2017, a Pérola Negra ficou na sexta colocação do grupo de acesso do carnaval de São Paulo com o enredo "Pérola Negra levanta as mangas e põe a mão na massa".

Alegria da Zona Sul promove feijoada neste domingo

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Vermelho e branco fará primeiro evento rumo ao Carnaval 2018

A Alegria da Zona Sul, escola que pertence a Série A do Carnaval carioca, promoverá neste domingo (28), a partir das 13h, em sua quadra de ensaios, a primeira edição da Feijoada da Alegria. O evento tem por objetivo apresentar oficialmente o enredo "Bravos Malês - A Saga de Luiza Mahin" para sua comunidade. A entrada é franca e o prato de feijoada custará R$15,00.


O evento contará com uma roda de samba do 'Grupo Aderência', além da tradicional apresentação dos segmentos da escola, com bateria, casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas, baianas, velha guarda e muito mais. 

O comando da cozinha ficará por conta do premiado chef Raul César, que há 8 anos prepara a Feijoada Nota 10 da Estação Primeira de Mangueira. 

A quadra da escola fica localizada na Rua Frei Caneca, 239, no Centro. O espaço é próximo a Praça da Apoteose, palco do maior espetáculo da Terra. 

Império Ricardense promove Festa Anos 80 com Corello DJ e banda S.A.D.I.C.A dia 27

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Neste sábado, dia 27, o Império Ricardense - escola de samba campeã do grupo E no carnaval 2017 - abre as portas de sua quadra para a realização da festa Império Ricardense Anos 80 . O evento vai apresentar o melhor da Black Music trazendo muitos clássicos do charme sob o comando do badalado Corello DJ. Além disso, a S.A.D.I.C.A - Banda de pop/rock formada na Baixada Fluminense - fará uma apresentação com um repertório recheado de canções consagradas que marcaram a época.

Serviço: Império Ricardense Anos 80
Data: 27/05/2017
Horário: A partir das 16h
Local: Quadra do GRES Império Ricardense - Av. Nazaré, 640 - Ricardo de Albuquerque, Rio de Janeiro - RJ
Ingressos - Pista: R$ 10
Mais Informações: 99318-3633 - Alice

Leia a sinopse do enredo da Peruche para o carnaval 2018

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Enredo: PERUCHE CELEBRA MARTINHO – 80 ANOS DO DIKAMBA DA VILA
Mensagem ao poeta perucheano,
Celebra o dikamba Martinho em forma de samba!
Celebra em letra, melodia e síncope
Celebra…
I
Aquece o couro do tambor!
Escuta o toque primordial, vigoroso, forte como o trovão!
Percute o grito místico do animal na escuridão da mata
Amplifica o estampido intenso no espaço sem fim…
Canta os sons de África e Brasil, irmãos unidos em cantos, danças e requebros
Revela as origens de povos que se reconhecem nos sons tribais
Faz tremer as ancas das negras, agita os corpos dos guerreiros em transe
Espalha no ar a energia dos povos de raiz
Festeja, ritualiza, enfeitiça!
Evoca os deuses de dois mundos!
Irmana os dikambas de África! Irmana os irmãos da América!
Irmana Angola! Irmana Pindorama!
II
Joga as sementes da música ao vento!
Capta os sons que brotaram na cuca do menino Martinho!
Ouve o farfalhar das folhas dos cafezais de Duas Barras
Festeja em folguedos, em cirandas…
Ponteiaviolas, folia com os reis!
Bate na palma da mão umacanção calangueada
Reza pra São Benedito, reza pra Nossa Senhora da Conceição…
Caminha com os devotos em procissão
Irmana em ladainhas! Irmana em terreiros!
Irmana em lavouras! Irmana em louvores!
III
Vem com o dikamba ao berço do Samba!
Ouve a melodia que vem do trinar do Bando de Tangarás
Seduz um novo amor à luz da lua
Cantarola em bom tom um laraiá-laiá
Desliza entre as partituras gravadas nas calçadas de uma Vilamusical
Respira o ar que se espalha das ramas dos oitis do Boulevard
Puxa uma cadeira, bebe com os boêmios…
Une asfalto e favela
Irmana o poeta! Irmana a princesa!
Irmana Noel! Irmana Isabel!
IV
Cruza fronteiras
Viaja pelo mundo de língua portuguesa!
Redescobre com Martinho os traços que nos unem
Desfila pelos mares em uma nau de versos livres
Desembarca trocando alegrias
Colore os lusófonos de negritude
Escreve a poesia dos muitos cantares da nossa língua
Irradia arte pelos novos mundos, chêmenino!
Irmana as vozes lusitanas! Irmana saberes!
Irmana as terras lusófonas! Irmana a Terra…
V
Vem cantar mais um samba-enredo na Avenida
Exalta o sambista de 80 fevereiros
Baila com a porta-bandeira e beija o pavilhão alviceleste
Reviveum Carnaval de Ilusões
Cantaas glórias do passado e propagaa liberdade
Louva as raízes da nossa gente
Colhe felicidade na festança do arraiá
Revela, enfim,que a beleza é a missão de todo artista
Sê tu artista também! Sê música!
Sê Martinho!
Irmana o samba! Irmana a Avenida!
Emana Energia!
CelebraDikamba!
Celebra…
Axé!
Carnavalesco: Mauro Quintaes
Texto: João Gustavo Melo

Leia a sinopse do enredo da Grande Rio para o carnaval 2018

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VAI PARA O TRONO OU NĀO VAI?
“… Aquela buzina pioneira de Caruaru foi atraindo outras, assim como fazem os passarinhos com suas cantorias…
Foi no caminhão verde de meu pai, qual o dragāo do meu Sāo Jorge Guerreiro, a quem sou devoto e devo todas às minhas conquistas e proteção, que a buzina tocava sem parar…
Aquele era o som! O som que eu nunca mais havia de esquecer…”
– Terezinhaaa, u,uuuu!!!!!
– Grande Riooo, u,uuuuuu!!!
– VAI PARA O TRONO OU NĀO VAI?
– Eu não vim para explicar, mas para confundirrrr!!!!!
– QUEM NĀO SE COMUNICA SE TRUMBICA!…
Hoje me consideram um fenômeno, eu disse: um FE-NÔ-ME-NO da comunicação!
Comigo não tem roteiro, não tem texto, nem ponto eletrônico, direção de palco, de áudio ou de imagens. Tudo é na base da surpresa. Eu mesmo produzo, dirijo e apresento. Sacou a minha sacada, rapaziada?
Desconcertei as convenções, avacalhei o posudo e o empostado. Dei valor ao mambembe e ao artista genial de sempre.
– Alô Alaor, ligue o televisorrrr!!! Que vai começar mais um programa, da TV GRANDE RIO!
Gosto de inventar coisas que não passam pela cabeça de ninguém. Coisas como um disco telefônico sobre uma roupa de jóquei. Eu me visto de bailarina, anjo, palhaço, Napoleão ou Zorro.
– Para o Chacrinha não tem figurino, Seu Nicolino! Tudo cabe e tudo pode acontecer. E aconteceu na roda viva do tempo. As novidades vinham chegando, novas vozes mudaram o panorama da música popular brasileira. E eu captava tudo, foi assim com a Jovem Guarda:
-Vocês querem a cueca do Roberto Carlos?????
“…Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz…”- (Os Mutantes)
– Sou o pioneiro da loucura!
O papa da Tropicália. Com a minha visão e faro, percebi que eu já era um tropicalista antes mesmo de o movimento surgir. Juntando Iracema e Ipanema, guitarra elétrica e Vicente Celestino. Eu já sabia daquilo e assinei embaixo. “Alegria, Alegria!!!” Era um bordão que eu bolei e o Caetano aproveitando o lance, fez a canção.
– Alô, ê! Alô, ê!
“…Chacrinha continua balançando a pança
E buzinando a moça e comandando a massa
E continua dando as ordens no terreiro…”
Nos meus programas havia espaço, liberdade cênica e incomodava os conformistas e os conservadores. Viva a Tropicália, Superbacana, o Domingo no Parque e os Mutantes. Viva o Rock e A Seresta, o Coração de Luto e os discos voadores! O Brasil arcaico e o moderno! Viva as bananas ao vento e o iê-iê-iê, o colar africano e a roupa de plástico. O estampado indiano e o espelho na testa.
Viva a geleia geral brasileira! E aquele abraço pra quem fica…
Que eu vou em frente como o velho do pastoril pernambucano, fazendo pilhéria, buzinando a moça e comandando a massa na Buzina do Chacrinha. Viva a vaia, seu Maia! E o calouro que pisa atordoado atrás do microfone que mudava de lugar a todo instante, enquanto a chacrete, com seu colante cavadão faz um show sensual ao som do tema da Pantera Cor de Rosa. É demais!…
– Mas como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?
E eu repito Dona Maria: nem tudo na vida é poesia. Enquanto o Chacrinha dorme, o Abelardo perde o sono com o fantasma do Ibope! Eu não sabia nada sobre boletins, planilhas, índices de audiência das classes A,B,C,D e Z. Eu era uma zebra, ó inocente, mas como de bobo não tenho nada, meu camarada, finalllmente, finalllmente eu aprendi como funciona o negócio.
E é ai que entra Dona Florinda, a espiã que me amava. Ela espionava tudo para mim, enquanto eu me concentrava nos mais de dez programas que eu produzia por semana para a rádio e TV. Dona Florinda anotava, gravava, lia e me informava sobre tudo o que estava acontecendo pela mídia e de quebra criticava o Chacrinha quando o programa ia mal e elogiava quando tudo corria bem.
– Vocês querem abacaxi? Vocês querem o Orlando Silva? Ou a calcinha da Wanderleia?
Cheguei com a cara e a coragem, um mero desconhecido, quase sem dinheiro, e agora seu Zé? Tinha que me virar no Rio de Janeiro. Mas como dizia Dona Luzia, “tudo melhora um dia…”
E melhorou.
Isso é pouco? Eu não sou cachorro não!
Apenas criei uma grande confusão nas ondas do rádio e nos canais de televisão.
Comunicação pra mim é juntar, ligar e virar tudo de cabeça pra baixo. Mas rrreallmente, rrrealmente tudo começou no rádio. O tímido Abelardo Barbosa, de voz anasalada e péssima dicção, ganhou sua outra metade, o velho palhaço Chacrinha, graças ao Cassino, meu programa radiofônico que se irradiava de uma pequena Chácara, uma Chacrinha em Niterói. E que foi ganhando audiência em outros estados e até fora do Brasil.
-Eu disse do Brasil varonillll, ouviuuu!
No “Cassino da Chacrinha” éramos eu e um contra-regra. Ali eu criava o ambiente de um cassino imaginário, com roletas, fichas, música tocando, panelas, apitos, grã-finos chegando e artistas dando a pinta. Eu descrevia as roupas que estavam usando, tudo muito estapafúrdio e absurdo para a época. Até o cheiro dos perfumes que invadiam o cassino. O ouvinte via, sentia e sonhava nas noites quentes e frias quando o rádio unia as pessoas e quebrava as solidões noturnas.
“Não, não é sopa não, seu Antão!”
– Roda e avisa! Quem vai pro trono? É o abacaxi? É o bonitão? É o fanho? O gago? A perua? A dondoca? A patroa? A empregada? É a voz afinada ou a cana rachada?
Eu quero tudo na mais perfeita confusão, enquanto a plateia aplaude ou vaia o cachorro mais pulguento, a comerciária mais simpática, a criança mais bonita, todos do Brasil em seus poucos minutos de fama. E a Buzina é uma loucura, celebrando a vida, as datas e os eventos. Salve São Cosme e Damião! Salve o coelhinho da Páscoa! Salve o Sete de Setembro! O Dia dos Pais e das Mães! Salve você também, Seu Araquém!
– E Viva o Carnaval! Porque afinal, ninguém é de ferro!!
Estou a caminho de meu camarim e enquanto vou deixando o Chacrinha para trás…
– Que rei sou eu?
– O rei está nu, completamente nu, no programa que acaba quando termina…
Sou nordestino de Surubim. Trabalhei no armarinho do meu pai e na pensão da minha mãe em Recife. Fiz três anos de medicina e não segui. Viajei de navio para a Europa como baterista de Jazz e a Grande Guerra me trouxe de volta.
Vejo ainda brilhar a luz derradeira de minha querida Recife, onde tudo me inspirou.
E vou seguindo, ouvindo o belo frevo cantado por Alceu Valença…
“Roda, roda, roda e avisa
Que a alegria explodiu no ar
O velho guerreiro sorrindo
Subindo, subindo foi pro céu brincar
Roda, roda, roda que a vida
É um sonho que vai terminar
O bom palhaço não chora
E vai embora sem explicar (BIS)…” (Alceu Valença)
– Ô Maré!
Renato e Márcia Lage

Everson Sena é anunciado como o novo 1º Mestre Sala da Unidos de Vila Maria

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Everson Sena - Foto: Acervo Pessoal
 A Escola de Samba Unidos de Vila Maria, anunciou através de suas redes sociais na manhã desta quarta-feira (24), a chegada de Everson Sena, como sendo o novo mestre sala que será o parceiro da porta bandeira Laís Moreira, que juntos defenderão o primeiro pavilhão da agremiação da zona norte da capital de São Paulo.

Com 26 anos e 10 anos completados como mestre sala, Everson esteve nos quarto últimos carnavais defendendo o pavilhão da coirmã Pérola Negra, porém já teve passagem por outras agremiações no carnaval de SP, assim como também por uma escola no carnaval da cidade de Rio Claro no interior do estado de São Paulo.

Apaixona pela dança desde criança, Everson apesar de ser de família de evangélicos, recebe total incentivo de seus familiares para atuar como mestre sala que é a sua grande paixão no carnaval.


Laís Moreira e Everson Sena

Abaixo o anuncio oficial da agremiação Unidos de Vila Maria:

É com alegria que apresentamos para toda a nossa comunidade e admiradores da nossa agremiação o nosso mais novo mestre-sala. Everson Sena com apenas 26 anos de idade, já teve passagens por escolas como a Leandro de Itaquera, Camisa Verde e Branco e por último a Pérola Negra, agremiação por onde atuou nos últimos 4 carnavais.

Everson irá conduzir o nosso primeiro pavilhão em 2018 ao lado da nossa porta-bandeira, Laís Moreira.

“Estou muito feliz com o convite e encantado com o projeto. Para 2018 minhas expectativas são as melhores possíveis e a comunidade poderá contar com toda a minha dedicação e garra para honrar esse lindíssimo pavilhão, e essa grande escola do carnaval paulistano”, comenta ele.

E os trabalhos não param, rumo ao carnaval 2018.

Em breve teremos mais novidades!
#EuSouVilaMaria
#Carnaval2018

Everson Sena

terça-feira, 23 de maio de 2017

Renascer de Jacarepaguá tem nova rainha de bateria

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A "Bateria Guerreira" da Renascer de Jacarepaguá tem nova rainha. Se trata da gaúcha Silvinha Schreiber, que mora no Rio há mais de 10 anos e é uma experiente de avenida.

A ex-modelo e estudante de Biomedicina, que tem passagens por Em Cima da Hora, Alegria da Zona Sul e União do Parque Curicica, além da Unidos da Ponte, onde é rainha há 2 anos, comentou sobre a sua chegada a escola:


"É a realização de um sonho. Só tenho a agradecer ao presidente Salomão e a Tatiana pela confiança, carinho e acolhimento. Não medirei esforços para representar à altura a Bateria Guerreira na Sapucaí e ajudá-la a voltar ao grupo Especial!"

Em breve, a escola anunciará a data para a festa de coroação de Silvinha.
Em 2018, a vermelho-e-branco do Largo do Tanque será a quinta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval trazendo o enredo "Renascer: De flechas e de Lobos", dos carnavalescos Alexandre Rangel e Raphael Torres.

Carnavalescos do Império da Tijuca se reúnem com compositores nesta quarta-feira

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O Império da Tijuca realizará nesta quarta-feira (24), das 20 às 22 horas, em sua quadra de ensaios seu primeiro encontro tira-dúvidas entre os compositores e os carnavalescos Jorge Caribé e Sandro Gomes acerca do enredo do Carnaval 2018 "Olubajé – Um banquete para o rei”.

Essa não será a única oportunidade que os poetas terão para tirarem suas possíveis dúvidas sobre o enredo. Além do vídeo teatralizado que a agremiação produziu e veiculou em suas redes sociais e da explanação da dupla de carnavalescos com leitura da sinopse, os profissionais disponibilizarão também o dia 15 de junho para novo e último tira-dúvidas. Lembrando que a ala é aberta a todos os compositores interessados em ingressar.


Confira como se inscrever na disputa de samba-enredo do Império da Tijuca

Para realizar a inscrição, as parcerias deverão estar munidas de 10 (dez) CDS com a obra gravada e 20 (vinte) cópias impressas em papel A4 com a letra da composição e ficha técnica (identificação dos compositores e intérprete). Só serão permitidos 5 compositores e uma participação especial em cada parceria. Cada compositor deverá pagar uma taxa de R$ 100,00 (cem reais) A inscrição acontece no dia 25 de junho de 12 às 17 horas na quadra da agremiação.

Confira o calendário da disputa de samba-enredo

24/05  Atendimento dos carnavalescos aos compositores às 20 horas.
15/06  Atendimento dos carnavalescos aos compositores às 20 horas.
25/06 – Entrega dos sambas de 12:00 às 17:00
              Apresentação dos sambas de17:00 às 22 horas
02/07 a 27/08 – Eliminatórias de sambas-enredo às 16 horas
03/09  Grande final do concurso de sambas-enredo às 16 horas.

A quadra do Império da Tijuca, que no Carnaval 2018 será a segunda escola a desfilar na sexta-feira de Carnaval pela Série A da Lierj buscando a única vaga ao Grupo Especial, fica na rua Medeiros Pássaro, número 84, Formiga.

Rocinha abre inscrições para Oficina de Passistas

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O G.R.E.S. Acadêmicos da Rocinha iniciará na próxima quinta-feira, 25 de maio, a oficina de passistas para o Carnaval 2018. 

Podem participar homens, mulheres, crianças e a novidade deste ano é que os alunos não terão a obrigatoriedade de desfilar na Marquês de Sapucaí no próximo ano.

As aulas serão ministradas pelo diretor Pedro Telles, bicampeão do Prêmio Samba na Veia, onde faturou os troféus de melhor ala de passistas com a Acadêmicos da Rocinha e Acadêmicos do Vidigal.


Em 2017, Pedro ainda ganhou os seguintes prêmios: Destaque de Segmento pelo  Passistas Samba no Pé e Inclusão Social pelo portal SRZD. 

Os interessados em participar devem comparecer na quadra da escola todas às terças-feiras e quintas-feiras com os seguintes documentos:
– Duas cópias do RG
– Cópia do comprovante de residência
– Duas fotos 3×4

Caso o inscrito queira participar das aulas, mas não desfilar deve levar somente duas fotos 3×4 e preencher a ficha de inscrição. 

Além dos adultos há vagas para passistas mirins e os documentos necessários são:
– Cópia do RG da criança e do responsável
– Comprovante de escolaridade
– Cópia da certidão de nascimento
– Duas fotos 3×4 e o responsável deve assinar a ficha de inscrição

As aulas serão às terças e quintas-feiras, das 20h as 22h.

A quadra fica na Rua Bertha Lutz 80, em São Conrado. Informações: (21) 99225-3288.

Cria da casa, Yan Hurley assume a bateria da Curicica

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O G.R.E.S. União do Parque Curicica já tem novo mestre de Bateria, trata se de Yan Hurley, popularmente conhecido do mundo do samba como Pac Man.

“Vínhamos observando o desenvolvimento do rapaz, uma pessoa dedicada e que tinha vontade de crescer na escola, e com a saída do Mestre Léo, que também fez ótima referencia a ele, resolvemos promove-lo ao cargo de Mestre da nossa bateria”. Disse o Presidente Erivelton Azevedo.


“Para mim era um sonho de criança, cheguei à agremiação com dez anos, integrando a ala das crianças, tempos depois, passei a fazer parte da “Audaciosa do samba”, onde aprendi a tocar todos os instrumentos, virei diretor e agora assumo a responsabilidade de conduzir na avenida a bateria da minha escola de coração” Disse Yan Hurley.

O G.R.E.S. União do Parque Curicica, será a décima segunda escola a desfilar pela série B, na Terça Feira de Carnaval, dia 13/02/2018, na passarela popular da Intendente Magalhães.