14 de junho de 2016

Régis Santos assume comissão de frente da Peruche

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O renomado diretor, coreógrafo, ator e produtor teatral assume, pela primeira vez, a comissão de frente de uma agremiação como coreógrafo e diretor cênico. Régis coordena e dirige há 12 anos a Companhia Usina Paulistana de Artes e há 8 anos a famosa ala teatral Samba-Cênico, uma das mais esperadas nos desfiles.

Além disso, o artista traz em seu vasto currículo importantes peças como: “Cidadão de Papel”, “Prometeu Enjaulado” e “Torre de Babel”. Também atuou em musicais como “Casa de Brinquedo e Canção para os Direitos das Crianças” , de autoria do cantor e compositor Toquinho e “Os Possessos” com direção de Antônio Abujamra e produções cinematográficas como “Carandiru, o Filme”, entre outras.


Além da contratação do carnavalesco Sérgio Caputo Gall, que assinará o carnaval “A Peruche no Maior Axé Exalta Salvador, Cidade da Bahia, Caldeirão de Raças, Cultura, Fé e Alegria" junto com Murilo Lobo, a Unidos do Peruche, anuncia mais uma aquisição de peso para o projeto 2017: o ator, produtor, coreógrafo e diretor cênico, Régis Santos.

“Apostamos na experiência de 40 anos de Régis no Carnaval, no sucesso e repercussão na avenida da ala Samba-Cênico e em sua bagagem teatral para assumir esse desafio que é comandar a Comissão de Frente. É mais uma aposta da escola para conquistar o título no Especial”, explica o presidente Sidney de Moraes (Ney), que há dois anos está a frente da presidência da agremiação, foi campeão no grupo de Acesso em 2015 e se manteve no Especial neste ano.

Na festa de lançamento do enredo, que aconteceu no último dia 22 de maio, os atores da ala Samba-Cênico participaram da abertura com uma encenação representando a história do povo soteropolitano. Régis Santos assumiu a coordenação da cerimônia. “Essa é uma oportunidade maravilhosa e já estamos trabalhando na criação cênica e coreográfica e na composição de elementos surpresa. É um enredo rico, cheio de referências, histórias, lendas que me enchem de ideias para compor uma comissão impactante”, promete Régis. 


Projeto Samba Cênico

Idealizado por Régis que, paralelo aos seus mais de 30 anos de trabalho como ator, também tem uma história respeitada no Carnaval onde já foi passista, chefe de ala, destaque de alegoria, mestre-sala, apoio de casal e compositor, resolveu juntar os dois: carnaval e teatro e, em 2008, no desfile da Sociedade Rosas de Ouro, no “Rosaessência”, criou a primeira dramatização no carnaval, em parceria com a atriz Carla Barbisan, apresentando “O Perfume – A história de um assassino”, de Patrick Suskind. “O impacto no sambódromo foi tão grande que as pessoas se levantavam para aplaudir”, relembra Régis. Com essa sensação de sucesso, aprovação dos sambistas e boas críticas, o ator seguiu com seu projeto nos desfiles seguintes.

Em 2009, no tema “Bem-Vindos à Fábrica dos Sonhos”, Régis interpretou sozinho, no último carro alegórico, um folião que dormia praticamente todo o desfile e apenas despertava no refrão do samba-enredo: “Meu sonho vale ouro. Vai conquistar geral! Só quero acordar, pra te confirmar: deu Rosas nesse carnaval!”. No ano em que a agremiação foi campeã do carnaval paulistano, 2010, com o enredo “Cacau é Show”, o idealizador do projeto fez a segunda apresentação em parceria com a atriz Teca Pereira, onde interpretavam um casal de coelhos idosos que vinham na frente da ala composta por dezenas de coelhinhos jovens antecedendo a última alegoria. No ano seguinte, em 2011, no tema “Abre-te Sésamo, a Senha da Sorte”, Régis também contracenou em dupla com o ator Raphael Bueno, que a partir do ano seguinte se tornaria seu assistente e braço direito no Samba Cênico.

Foi em 2012, no enredo “O Reino dos Justus”, que a companhia de teatro estreou com dramatizações de grande porte, com mais de 150 atores, no tema “Morte e Destruição”. “Foi histórico! Arrancamos constantes aplausos e gritos em todos os setores do Anhembi”, relembra Régis que enfim, conseguiu junto com a sua companhia, “teatralizar o carnaval, carnavalizando o teatro”. A máxima acabou virando slogam do projeto e assim a ala conquistou seu espaço nos desfiles da Rosas de Ouro.
Em 2013, o grupo inovou no chão e no carro alegórico apresentando “A Festa do Mortos” no desfile com o tema “Os Condutores da Alegria, Numa Fantástica Viagem Aos Reinos da Folia”. “Além de impactante, a apresentação foi feita com precisão coreográfica e irreverência”, destaca o coreógrafo.

Com sucesso absoluto, a performance do grupo em 2014, “Inesquecível”, foi destaque em todos os meios de comunicação com o tema “Terror-Trem Fantasma”, relembrou lendas urbanas como a “loira do banheiro”, o personagem “Chucky”, do filme O Brinquedo Assassino, entre outros. No último ano do Samba Cênico na sociedade Rosas de Ouro, em “Depois da Tempestade, o Encanto”, o grupo interpretou “A Transformação do Amor”, inspirada nos conceitos de moral da história de a Bela e a Fera.

Convidados pelo carnavalesco Murilo Lobo, o grupo preparou uma coreografia cênica para a segunda alegoria de nome “Prisioneiros do Castelo de Karabá”, para a Filial do Samba, no enredo "Karabá e a Lenda do Menino de Coração de Ouro" em 2015, ainda no Acesso. “A apresentação encantou componentes de escola e o público e mantivemos a participação do Samba Cênico neste ano”, conta Murilo.

O projeto continuará fazendo parte do desfile da Peruche em dois setores, com direção supervisionada de Régis, mas sob o comando de Rafael Bueno, Janaína Mello e demais assistentes.


Usina Paulistana de Artes

Tem sua sede em um casarão do século XIX, construído em 1889 e tombado pelo Departamento de Patrimônio Histórico, localizado no tradicional bairro da Bela Vista, coração cultural da capital. Desde de 2004, abriga oficinas, cursos, debates, saraus, exposições e possui espaço para ensaios. “Sempre sonhei com um local de energia artística e, por meio de uma programação constante, um lugar de movimentação construtiva, provocadora, criativa e criadora”, explica Régis coordenador.

Enredo 2017

A Unidos do Peruche vai homenagear um dos cartões postais mais lindos e concorridos do Brasil: Salvador, capital da Bahia. Além da cidade e suas belezas naturais, o tema também exaltará os ícones cívicos e religiosos da cidade, a herança africana, gastronomia, sincretismo religioso, a capoeira e o carnaval baiano, mostrando a todos o grande caldeirão de raças, cultura, fé e alegria.

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