8 de julho de 2016

Presidentes de Ligas de Escolas de Samba elaboram documento visando criação de políticas públicas para o Carnaval

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A terceira edição da Carnavália Sambacon já emite reflexos dos importantes encontros que se deram ao longo dos três dias do Evento de Negócios do Carnaval. Dirigentes e representantes de instituições que organizam o Carnaval por todo o país puderam estreitar laços e debater ideias que vêm sendo desenhadas e que já reverberam em carta que propõe às autoridades dos poderes executivos, uma maior atenção em relação a este setor da economia.

Acompanhe, na íntegra, o documento assinado pelos presidentes e representantes de todo o Brasil.
Foto: Diego Mendes

Carta das Entidades Representativas das Escolas de Samba do Brasil


As LIGAS DAS ESCOLAS DE SAMBA e as demais entidades carnavalescas do Brasil, abaixo assinadas, reunidas durante os dias 23, 24 e 25 de junho de 2016, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na 3ª CARNAVÁLIA/SAMBACON – 3ª FEIRA DE NEGÓCIOS DO CARNAVAL  e 3º ENCONTRO NACIONAL DO SAMBA,  manifestam sua mais profunda preocupação com as dificuldades com que se defrontam as ESCOLAS DE SAMBA DO BRASIL, que culminaram, inclusive, com o cancelamento dos DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA em inúmeras cidades brasileiras, sob os efeitos da grave crise financeira que atinge a União, os Estados e os Municípios brasileiros, conforme relatos apresentados por ocasião da MESA DE DEBATES Nº 4 – “O CARNAVAL ALÉM DA SAPUCAÍ - REALIDADE E DESAFIOS”, justamente no momento em que estamos comemorando o centenário do primeiro Samba gravado no Brasil.

Ressaltam ainda que a indústria criativa do carnaval, que movimenta bilhões de Reais, anualmente, com grande impacto na economia nacional, por meio do comércio em geral e de serviços, tais como: turismo, hotelaria, entretenimento, mídias diversas, mão de obra especializada, e uma gama de produtos relacionados diretamente ao Carnaval, merece das Autoridades dos Poderes Executivos uma atenção especial, que se expresse em políticas públicas voltadas ao incremento desse importante setor da cadeia produtiva nacional.

Por fim, neste ano em que se comemora o Centenário do Samba, pugnam para que o Poder Público, diante da grave situação que ora se apresenta, reconheça que a cadeia produtiva do carnaval representa uma importante oportunidade de se continuar impulsionando a geração de riqueza, emprego e renda em nosso País, através da criação e implementação de políticas públicas que viabilizem essas atividades, bem como a aprovação de legislação específica que estimule seu desenvolvimento, pois trata-se de uma manifestação genuinamente brasileira, de relevante dimensão cultural.

Rio de Janeiro, julho de 2016

Jorge Castanheira , presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA)
Déo Pessoa, presidente da Liga das Escolas do Rio de Janeiro Série A (LIERJ)
Marcos Falcon, presidente  da Associação Cultural O Samba é Nosso, responsável pelos desfiles dos grupos C, D, e E do Rio de Janeiro e presidente do GRES Portela
Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo (LIGA SP)
Kaxitu Ricardo Campos, presidente da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP)
Joel Costa Junior, presidente da Liga das Escolas de Samba do Estado de Santa Catarina (LIESF)
Edinei Martins, presidente da Superliga do Estado do Rio Grande do Sul
Distéfano Bastos Marcelo, interlocutor da Organização das Escolas de Samba de Guaratinguetá e Vale do Paraíba  (OESG)
José Airton Amorim, interlocutor do Fórum das Escolas de Samba de Curitiba e região
Clayton Auwerte, interlocutor do Fórum das Escolas de Samba de Curitiba e região
Geomá Climintino Leite, presidente da União das Escolas de Samba e Blocos de enredo de Brasília (UNIESBE)
Juarez Gutierres, presidente da Liga das Escolas de Samba de Porto Alegre (LIESPA)
Moacyr Oliveira Filho, presidente da Associação Recreativa e Cultural Unidos do Cruzeiro (ARUC/DF)
Leandro Mesquita, presidente da Liga das Escolas de Samba de Itaboraí (LIESI)
Carlos Alberto de Almeida, presidente da Liga das Escolas de Samba de Suzano (SUZANSAMBA)
Erick Pereira, presidente da Associação das Escolas de Samba de Diadema (AESDA)
Vicente Cruz, presidente da Liga das Escolas de Samba de Macapá (LIESAP)

Foto: Diego Mendes

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