22 de julho de 2016

PROSA DO FOLIA: Fabricio Pires, mestre sala da São Clemente

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Hoje é dia de conhecer um pouco mais de Fabricio Pires, o mestre sala da São Clemente na nossa "prosa do folia".
Foto: Felipe Araujo

Para começarmos fale um pouquinho sobre você (um lado que as pessoas não conheçam)
- Bem, talvez muitos não saibam mas eu sou nascido em Brasília-DF e vim para o Rio de Janeiro com cerca de dez meses. Então, todas minhas referências são daqui do Rio mesmo. Sou casado com a Marcela Vasconcellos e tenho uma filha de 4 meses que se chama Maya. Gosto do dia, do sol, da praia e das atividades ao ar livre. Leitura, para mim, é fundamental e precisa ser prazerosa.

 Como começou sua trajetória no mundo do samba ?
- Eu venho de escola mirim(Inocentes da Caprichosos) comecei na bateria e com 1 semana ensaiando no ritmo fui descoberto pelo Machine(síndico da passarela). De lá para cá já somo alguns anos de carreira desde Mestre sala mirim, passando por segundo Mestre sala até chegar ao oficial.

 Como veio o convite para a São Clemente ?
- A escola tinha perdido a época seu mestre sala que se transferiu para uma coirmã. Neste sentido, o Renatinho me convidou muito em função do belo trabalho realizado naquele ano(2012) no Porto da Pedra.
Foto: Felipe Araujo

 Qual seu carnaval e seu samba mais marcante ?
- Sem dúvida alguma São Clemente 2015 do Pamplona

 Qual sonho ainda pretende realizar no mundo do samba ?
- Ser campeão do carnaval!

O quesito mestre sala e porta bandeira é um dos mais importantes e defendido apenas por duas pessoas, como é ter essa "pressão" e responsabilidade de levar o pavilhão da escola ?
- É emoção e paixão pura. É verdade também que mexe muito com nosso psicológico e principalmente como passamos a nos enxergar naquele meio(samba). Via de regra há um deslumbramento inicial e começamos a vestir um personagem que só existe naquele meio. Logicamente, o amadurecimento clareia nossos horizontes e passamos a conviver com a visibilidade e o sucesso de maneira mais leve. Passei a me despir do personagem e seguir o fluxo normal sem deslumbres e com pés no chão. Temos  bons mestres salas e boas portas bandeiras  mas enfrentar a pressão, o desgaste psicológico  e assimilar toda a expectativa da escola é tarefa para poucos.

O que te deixa mais tenso, se apresentar para o jurado ou ver as notas na apuração ?
- As notas sem dúvida. É muito subjetivo. A apresentação depois dos primeiros giros,olhares e toques de mão a coisa flui .

Como é sua relação com sua porta bandeira ?
- A Denadir é minha porta bandeira, minha parceira e se tornou uma grande amiga. É querida por todos de minha família.
Foto: Felipe Araujo
 
Como é a sua preparação para o carnaval ?

- Ensaios,academia,alimentação e brainstorming

Já aconteceu algum imprevisto na hora do desfile ?
- Alguns: peça da indumentária cair na frente do jurado, o pivô da comissão de frente me dar um encontrão na frente do jurado. Coisas de desfile...

Você tem alguma inspiração no samba ?
- Tenho boas referências que tento ouvir mas que inspira hoje não mais.

 O que o carnaval mudou em sua vida ?
- Me fez amadurecer cedo demais. Com 14 anos já era primeiro do grupo de Acesso. Me fez conhecer mundo à fora e principalmente contribuiu demais para aumentar minha capacidade de observação e julgamento. De um modo geral ajudou no desenvolvimento do meu caráter por incrível que pareça.

Deixe seu recado para o mundo do samba
- Meu recado é para todos aqueles amantes do carnaval do Rio de Janeiro. Torçam, brinquem, divirtam se e saibam que nós aqui profissionais sempre fazemos o melhor pelo espetáculo. A leveza e a inocência da festa precisam sempre existir.



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