7 de outubro de 2016

PROSA DO FOLIA: Ciganerey, intérprete da Mangueira

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Hoje é dia de prosa, dia de conhecermos um pouco mais do intérprete Ciganerey, a voz da Estação Primeira de Mangueira
Foto: Thiago Mattos
Para começarmos fale um pouquinho sobre você
- Bom, eu quando não estou trabalhando eu gosto de ouvir músicas, cuidar das minhas plantinhas que tenho diversas em casa e cuidar de animais, gosto de cachorros, passarinhos. Sou sempre assim, gosto de festas, fazer churrasco, juntar a família, reunir todo mundo e fazer uma boa bagunça.

Como começou sua trajetória no mundo do samba ? Por quais escola você já passou ?
- Começou de infância, a minha mãe era porta bandeira, meu tio era compositor e cantor, minha avó era baiana, minha tia passista e eu não tinha outro caminho a seguir. Segui o caminho da minha mãe que era o samba e o do meu tio que era meu espelho de pai, e eu fui seguindo como passista, ritmista, mestre sala até chegar a ser intérprete de escola de samba. Passei pela Engenho da Rainha, Cabuçu, Acadêmicos do Dendê, Alegria da Zona Sul, Arranco, Paraíso do Tuiuti, Inocentes de Belford Roxo,  Em cima da hora e Mangueira vou fazer nove anos que estou na escola.

Como iniciou sua história na Mangueira ?
- Começou a bastante tempo quando fui convidado nos anos 80/90 para defender alguns sambas aqui, foi quando eu conheci a Estação Primeira. Em 2009 vim defender um samba do Rodney, Hélio Turco e na época o presidente era o Ivo Meireiles que me convidou para fazer parte do carro de som da Mangueira ao qual estou até hoje.
Foto: Helder Martins / H Onze Comunicação

Ser intérprete é uma das coisas mais importantes no desfile, para você como um intérprete consegue levantar o público e a comunidade ?
- Primeiramente é o amor, a gente tem que ter amor pelo que a gente faz e pela nossa escola e aquela garra de sempre, energia vibrante, se comunicar com o público, faz com que você traga o público junto com você, isso faz com que você passe a cantar com mais empolgação.

Você é intérprete mas samba no pé você tem ?
- Com certeza, gosto muito de sambar, comecei ainda garoto na ala mirim da Caprichosos de Pilares, depois Engenho da Rainha na ala de passistas, depois virei ritmista e mestre sala, então samba no pé não falta.
Foto: Helder Martins / H Onze Comunicação

Como é estar substituindo o intérprete Luizito na "maior escola de samba do planeta" ?
- Foi uma transição vamos dizer até que trágica, um momento muito ruim e muito triste, mas eu assumi de coração pela escola que a gente ama e fiz o melhor de mim e acredito que tenha conseguido  provar para muita gente que talvez não acreditasse que eu era capaz de dar sequencia a esse trabalho que o Jamelão deixou para o Luizito e o Luizito agora deixou na minha responsabilidade, então essa sequencia eu espero que seja por muitos e muitos anos bons trabalhos e bons fluidos na minha carreira e na história da Mangueira.

Qual seu carnaval e seu samba mais marcante ?
- Tenho vários sambas marcantes mas o mais importante agora é o de Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oya, quem não quer ser campeão pela Mangueira e ainda cantar um samba em homenagem a uma das maiores senão a maior diva da música popular brasileira.
Foto: Helder Martins / H Onze Comunicação

Como funciona a sua preparação com a voz ?
- Eu sempre tenho aquele cuidado né, evito gelado, evito desgaste , me alimento bem, dormir bastante, dormir bem para deixar as cordas vocais bem descansadas.

Você tem alguma inspiração no samba ?
 - A gente sempre tenta se espelhar nos melhores né, eu sempre me inspirei no próprio Jamelão e no Neguinho da Beija Flor. A gente sempre procura o melhor espelho para ser refletido e graças a Deus está dando tudo certo

Deixe seu recado para o mundo do samba
 - Gostaria de dizer a todo mundo para continuar lendo o site que é um grande veículo de comunicação e dizer que a Mangueira está de portas abertas para quem quiser nos visitar e eu vou continuar dando o melhor de mim sempre, fiquem com Deus.
Foto: Helder Martins / H Onze Comunicação

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