17 de novembro de 2016

PROSA DO FOLIA: Helena Soares, rainha de bateria da Independente Tricolor

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Musa do Rally dos Sertões, Advogada e... a quer saber mais sobre a nossa entrevistada de hoje ? Confiram a prosa desta quinta feira com Helena Soares, a rainha de bateria da Independente Tricolor.
Foto: Edu Graboski / M2 Divulgação

Para começarmos fale um pouquinho sobre você (um lado que as pessoas não conheçam)
- Todos sabem que sou Musa do Rally dos Sertões, a mulher que adora adrenalina e desafios, da piloto que enfrenta até 500 km diários sob uma temperatura de até 50 graus. O outro lado é a mãe de três adolescentes, atualmente solteira, e totalmente dedicada a uma outra carreira: a jurídica. Sou advogada por formação, pós graduada em Ciências Penais e agora pós-graduando em Processo Civil pela PUC em São Paulo. Atualmente estou atuando para a UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas), o que está sendo uma experiência incrível pois mais uma vez estou associando duas paixões.

Como começou sua trajetória no mundo do samba ? Por quais escola você já passou?
- Sou piloto de Rally Cross Country de Velocidade, e comecei no Carnaval em 2010 a convite da X9 paulistana cujo o enredo – na época em 2011 – era os 20 anos do Rally dos Sertões. Nessa agremiação permaneci por mais dois anos como musa da bateria até assumir de vez o posto de rainha de bateria na Independente Tricolor.

Como surgiu o convite para ser rainha de bateria da Independente?
- Tenho muita gratidão pela comunidade xisnoveana, e as duas entidades – Independente e X9 Paulistana – tem uma relação muito próxima. A X9 na época era do grupo especial e a Independente estava no Grupo 1, antes mesmo do acesso. Atendi o convite feito pela diretoria da Independente e fui muito bem recebida, me senti em casa desde o primeiro dia. No ano seguinte já no grupo de acesso, entendi que "estar" rainha era algo muito peculiar, e quis me dedicar tão somente a uma entidade a qual me identifico a ponto de não me imaginar em outra agremiação.
Foto: Edu Graboski / M2 Divulgação

Como é sua relação com a bateria e a comunidade?

- Nota 10! Eu me sinto à vontade com toda a comunidade, e isso se estende a todos, desde os chefes de ala, baianas, harmonias, ritmistas... difícil mencionar todos, pois corro o risco de deixar alguém de fora. Meus sábados são incríveis, ali na quadra me divirto, danço, vivo a minha paixão pelo samba e a compartilho com todos de uma forma muito gostosa. Sei que posso não agradar a todos, mas estou ali de coração, fazendo o que gosto e isso me basta.

O que você pode adiantar do carnaval 2017?
- Acredito muito na nossa evolução no nosso trabalho e todo o caminho que traçamos até aqui. Estamos amadurecendo a cada dia e ensaiando arduamente para levar o nosso melhor para a avenida. Podem esperar mais um grande espetáculo.

Qual seu carnaval e seu samba mais marcante?
- Sem dúvida foi o desse ano. Fiquei internada até a hora de entrar no sambódromo, não havia risco de algo mais grave, meu quadro era estável, mas a dúvida era se eu suportaria, estava muito debilitada [foi diagnosticada com hepatite], só pude atravessar a avenida andando, mas consegui! O samba da minha vida foi o do carnaval 2015, Bravos à Luta, da Independente Tricolor, foi um ano muito marcante e esse samba vai ficar marcado na minha história.

Como é a sua preparação para o carnaval ?
- Já foi muito mais intensa. Esse ano eu nem ia desfilar pois estava em tratamento é só tive alta médica em setembro para retomar os treinos. A suplementação está ainda suspensa, então estou longe daquele shape muito sarado. Mas eles me chamaram de volta e eu até perguntei se me aceitavam magrela. Eles disseram que sim! Mas brincadeiras à parte, eu estou lutando para ganhar um pouco de massa magra, mas agora estou muito mais preocupada com estar saudável.
Foto: Edu Graboski / M2 Divulgação

Já aconteceu algum imprevisto na hora do desfile?
- A concentração é marcada de muitos imprevistos, por mais trabalho e preparação que exista, naquele momento tudo acontece... e eu me envolvo muito na escola toda, então até com a roupa dos diretores a gente acaba dando aquela força e é normal o corre-corre até que se ouça o sino de abertura do portão.

Você tem alguma inspiração no samba?
- Ah sim! Admiro muito várias rainhas, musas e passistas, difícil dizer nomes, mas posso dizer que gosto mais de elegância e simpatia, mais fácil dizer o estilo que eu não aprovo, tipo aquelas que querem rasgar no samba, perna pra cá, pulos, saltos pra dizer “essa rainha não samba”. Acho isso over, o sentimento é o que vale, quanto mais verdadeiro mais belo.
Foto: Edu Graboski / M2 Divulgação

O que o carnaval mudou em sua vida?
- Tudo! Eu nunca imaginei um dia estar tão próximo a aquilo que eu só via pela TV. Pode parecer que não, mas sou super tímida e não sabia dançar. Eu aprendi muito, aprendi a essência do samba e me apaixonei pelo carnaval.

Deixe seu recado para os internautas do Folia do Samba.
- Quero deixar um mega beijo a todos, convida-los para os nossos ensaios de quadra que acontecem todos os sábados a partir das 22 horas na Rua 12 de Setembro, na Vila Guilherme, próximo à ponte da Vila Guilherme. A entrada é franca e após os ensaios temos nosso famoso quintal do Oliveira onde a resenha do samba anima até o sol raiar. E avisar que em 2017 estou de volta às pistas off road me preparando para o 25º Rally dos Sertões em Comemoração aos meus 10 anos de rally. Ah, e não esqueçam de me seguir nas redes sociais: IG @helenarally_ / Snap: HelenaDriver / Facebook: Helena Soares.

Foto: Edu Graboski / M2 Divulgação

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