10 de fevereiro de 2017

Viradouro: estreia no Carnaval do Rio não tira a tranquilidade de coreógrafo consagrado em SP

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É comum profissionais bem-sucedidos no Sambódromo do Rio serem convidados a atuar em escolas que brilham na Passarela do Anhembi, na capital paulista. Mas o bailarino, ator, figurinista  e diretor teatral Anderson Rodrigues fez o caminho inverso. Com passagens por escolas como Leandro de Itaquera, Unidos do Peruche e há seis anos assinando a comissão de frente da Dragões da Real, no Grupo Especial paulistano, Anderson fará sua estreia este ano na pista de desfiles carioca pela Unidos do Viradouro.
 
Se a ansiedade por comandar uma comissão de frente pela primeira vez no maior palco do Carnaval brasileiro é grande, a certeza de estar pronto para fazer bonito também para público e jurados da Série A do Rio de Janeiro é imensa. Preparando há três meses o experiente grupo de 15 componentes que reúne bailarinos, acrobatas, ginastas e atores, Anderson vem intercalando ensaios de seu time em São Paulo e no Rio.

 
Apaixonado pelas comissões de frente do Carnaval carioca, não foram poucas as vezes que, após os desfiles do Anhembi, ele embarcou imediatamente com destino à Cidade Maravilhosa para observar de perto o trabalho dos colegas nas comissões de frente das escolas que fazem a festa na Marquês de Sapucaí.
 
- Quando não dá pra chegar a tempo do dia do desfile oficial, vejo todas as escolas pela TV. E no ano que não estou na Sapucaí, assistindo ao vivo, não perco o Sábado das Campeãs. Por isso, posso dizer que, anos atrás, quando estreei em São Paulo, foi a realização de um sonho. Agora, na Viradouro, esse sonho ganhou proporções maiores ainda e eu e meu grupo estamos muito bem preparados – garante Anderson, que tirou notas máximas de todos os jurados do Carnaval paulistano nos últimos seis anos e que coleciona prêmios como a melhor comissão de frente. 

 
Entre os grandes trabalhos que viu no palco da folia carioca, ele aponta, pela ousadia, a da Unidos da Tijuca (2010), no enredo “È segredo!”, de Paulo Barros, que teve como coreógrafos Rodrigo Negri e Priscilla Mota, na qual os componentes trocavam de figurino, em questão de segundos, no meio da apresentação. Anderson comenta sobre a diferença entre as comissões dos desfiles das duas cidades:
 
- No Rio, o investimento nas comissões é muito maior, o que permite que as comissões apresentem grandes espetáculos – aponta o coreógrafo, que pisará pela primeira vez na pista da Passarela Darcy Ribeiro, abrindo, com seu grupo, o ensaio técnico da vermelho e branco de Niterói neste sábado.

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