10 de mar de 2017

Convite de escola do especial não atraiu mestre da Viradouro

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Ainda não será em 2018 que uma escola do Grupo Especial terá Maurão à frente de uma bateria. Embora, após o Carnaval, tenha recebido proposta de uma agremiação do grupo de elite da folia carioca, o mestre, de 41 anos e que estreou este ano no comando dos ritmistas da Viradouro, decidiu continuar na escola de Niterói. Ele admite ter ficado honrado com o convite, mas ressalta que não tem pressa para estar no Grupo Especial.
Foto: Carlos Papacena

- Há 16 anos, vivo a rotina de bateria. Comecei como ritmista da Unidos da Tijuca, onde cheguei a integrar o time de diretores de bateria de 1999 a 2001. Estreei como mestre em 2009, na Acadêmicos da Rocinha, onde fiquei até 2014. Este ano não foi o primeiro convite que recebi, mas não tenho pressa para estar no Especial, embora tenha ficado honrado com o convite que recebi. Acabei de estrear na Viradouro, estou me sentindo muito bem lá, e confio no trabalho da nova diretoria. Por isso, decidi ficar onde estou – revela Maurão, que, no Carnaval, também deu expediente na Banda du Rio, que estreou este ano desfilando na Barra da Tijuca. A banda é formada por ex-integrantes do Monobloco, que teve Maurão como percussionista por 16 anos.

O mestre, que a convite do amigo Lolo, desfila há dois anos no Especial como diretor de caixas da Imperatriz Leopoldinense, foi um dos três comandantes de bateria da Série A que receberam quatro notas 10 dos jurados. Conhecido pelo estilo perfeccionista, ele já pensa no início dos trabalhos para 2018, com seus ritmistas da Viradouro. 

- Quando retomarmos os ensaios, vamos trabalhar para aprimorar ainda mais a definição dos instrumentos. Entre os meus planos na escola, está também a criação de uma escolinha de percussão, para descobrir novos talentos – afirma ele, que, no time de diretores da bateria da Viradouro, conta com Lolo, da escola de Ramos, e Junior, mestre de bateria da Acadêmicos da Rocinha. 

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