segunda-feira, 3 de abril de 2017

Edição de abril da Feijoada da Família Portelense é marcada pela emoção

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Evento teve show de Nelson Rufino, canja de Nelson Sargento e final apoteótico com Marlon Lamar e Lucinha Nobre



Emocionante. Assim pode ser definida a última edição da Feijoada da Família Portelense, no último sábado, em que o público foi brindado pelo encontro entre a Velha Guarda da Portela e o cantor Nelson Rufino, pela canja surpresa de Nelson Sargento e ainda pela apresentação oficial do novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, Marlon Lamar e Lucinha Nobre.

A tarde começou com a apresentação do grupo Na Linha do Mar e a cantora Ana Quintas, que lembraram diversos sucessos da inesquecível Clara Nunes. A apresentação ainda ganhou reforço da cantora Flavia Saolli e da atriz Adriana Lessa, que estão no elenco do festejado musical "Cartola - O Mundo É um Moinho", em cartaz do Teatro Carlos Gomes.

Em seguida, o grupo Tempero Carioca tomou conta do palco e levantou o público com clássicos do samba. Pouco depois, foi a vez da Velha Guarda da Portela lembrar canções de Chico Santana, Manaceia, Alcides Malandro Histórico, Monarco, Paulinho da Viola e outros portelenses ilustres. 

O show dos bambas da azul e branco ficou ainda mais especial com a canja de Nelson Sargento. Aos 92 anos, o compositor e presidente de honra da Mangueira, que havia chegado de surpresa ao Portelão, foi convidado a cantar alguns sambas, entre eles o clássico "Agoniza, Mas Não Morre".


Pela primeira vez na Feijoada da Família Portelense, Nelson Rufino não conteve a emoção ao se apresentar com a Velha Guarda. Aos 74 anos, o sambista baiano, que já havia ido às lágrimas quando encontrou Nelson Sargento no camarim, foi surpreendido com uma homenagem feita pelo presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães. Após ganhar um chapéu personalizado, Rufino agradeceu o carinho da diretoria e relembrou hits de sua autoria, como "Verdade", "Todo Menino É um Rei", "O Dono da Dor", "Tempo Ê", "Amuleto de Sorte" e muitos outros.

Outra personalidade homenageada no palco foi a jornalista (portelense) Rita Fernandes, presidente da Sebastiana (Associação Independente dos Blocos da Zona Sul, Santa Teresa e Centro), que prestigiou o evento ao lado de seu filho.
 
Antes do encerramento com a bateria Tabajara do Samba e o elenco-show da Portela, o público conferiu a apresentação oficial de Marlon Lamar e Lucinha Nobre, novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola. Emocionada, a dupla, que foi anunciada pelo comentarista de TV e carnavalesco Milton Cunha, recebeu o pavilhão das mãos de Jerônimo Patrocínio, baluarte e ex-mestre-sala da Portela.


Em seguida, o casal exaltou a diretoria e discursou, agradecendo aos portelenses pelo carinho e homenageando a eterna porta-bandeira Dodô, morta em 2015, e a atual segunda porta-bandeira Camylinha Nascimento. O final apoteótico foi ao som de "Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar...", trilha sonora do título do Carnaval 2017. Agora é rumo ao bicampeonato!



Crédito das fotos em anexo: Raphael Perucci / Divulgação








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