3 de abril de 2017

Jorginho do Império lança sua candidatura à eleição presidencial, no Império Serrano

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Jorge Antônio Carlos, ou Jorginho do Império é um cara simples, nascido e criado no subúrbio do Rio de Janeiro, no bairro de Madureira. Desde pequeno conviveu com bambas do samba. O seu quintal era o Império Serrano. Começou com sete anos de idade, mais precisamente em 1952, desfilando na Ala dos Periquitos – fundada e organizada para os filhos e os netos dos fundadores do Império desfilarem.

Tempos depois, foi ser mascote na Ala da Corte, o ano era 1956. Esta ala fora criada pelos senhores Chocolate e Dinho. Em 1959, Jorginho, em parceria com os senhores Careca e Jamelão criam uma Ala de Passistas. Pelo fato do Brasil ter sido campeão na Copa do Mundo do ano anterior – 1958, a imprensa batizou esta ala de “os Pelés do Samba”. Jorginho do Império e seus amigos ficaram responsáveis por esta ala, até o ano de 1962.


No ano seguinte, 1963, foi criada a Ala Sente o Drama, primeira ala de passo marcado criada no carnaval. A coreografia ficava por conta de Jamelão e Careca, enquanto Jorginho era o presidente. Em 1971, desligou-se dessa ala e foi disputar o título de “Cidadão do Samba” do Império Serrano. Nessa época, o senhor Aridalto tinha três passagens para levar três ritmistas para fazer show com Martinho da Vila. É nessa época que Jorginho começa a sua carreira como artista.

Trabalhou com Martinho da Vila de 1971 até 1975. No ano de 1976, lança o seu primeiro LP. E sua carreira enquanto cantor nunca atrapalhou a sua relação com o Império Serrano, sempre prestigiando e desfilando pela sua agremiação. Fez no samba vários parceiros.

Seu pai – Mano Décio da Viola, pessoa influente em todas as rodas de samba e de bambas do subúrbio foi um dos fundadores da escola, no ano de 1947. Por influência de Mano Décio, a música e o samba permearam, desde muito cedo, sua vida. Ainda no Império Serrano, fez parte enquanto diretor do carro de som. Foi também diretor de harmonia e na época em que o senhor Zacarias era o presidente da Velha Guarda, desfilou três anos nesta ala.


Mas sua herança de sambista o chamava para um papel ainda maior dentro do seu Glorioso Império. Em 1995, a convite do então presidente Marquinho dos Anéis torna-se o puxador oficial de sua agremiação, para o carnaval de 1996 defendendo o enredo “Verás que um filho teu não foge à luta”, em homenagem ao sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. No carnaval de 1997, continuou à frente do carro de som defendendo o samba - “O mundo dos sonhos de Beto Carrero”. Em 1999, defendeu o samba “Uma rua chamada Brasil”, na série A. E todos estes carnavais foram defendidos com muito amor.

No ano de 2006, na gestão do senhor Humberto Soares Carneiro, Jorginho do Império ocupou o cargo de vice-presidente social. Neste mandato, criou a “Feijoada da Família Imperiana”, e segue dizendo: “Enquanto vice-presidente social mais a diretoria, criamos a famosa feijoada da ‘Família Imperiana’, sempre aos terceiros sábados de cada mês, cantando, colaborando e alegrando o público presente”. Esta feijoada contava com todos os seguimentos da escola. E, lembrando com muito carinho diz – “A Tia Néia ficava no comando da cozinha”.

Era um evento festivo, e Jorginho se apresentava a todas as edições da feijoada cantando para a sua “Família Imperiana”. Cantar no Império era um ato de amor e de devoção pois o solo serrano é sagrado. Herança maior que seu pai lhe deixou.

Devido a todo o seu conhecimento, em relação ao Império Serrano, e a toda contribuição que deu a sua escola do coração, como os projetos da “Feijoada Imperial” e da “Terça Nobre” dentre outros é que Jorginho do Império decidiu concorrer às eleições deste ano, através da chapa – “Estamos juntos, agarrados, misturados, embolados – imperianos de verdade”.

E essa medida se faz em virtude do seu pensamento: “Já passei por vários cargos no meu império Serrano. Já ocupei cargo de vice-presidente, de diretor musical, harmonia. Fiz vários ensaios técnicos na quadra da escola, sempre com muito carinho e respeito com os componentes”. E Jorginho segue finalizando: “Mas agora chegou a hora de junto com a família imperiana, e todo o povo do samba brigar pelo direito legitimo de junto a eles comandar a nossa Escola”.

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