12 de junho de 2017

12 de junho de 2017

Projeto do Rosas de Ouro 'Samba se aprende na escola' completa 10 anos em 2018

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Coordenada pela psicóloga Vanessa Dias, a Ala Inclusiva do Projeto Social Samba Se Aprende na Escola, da Sociedade Rosas de Ouro, uma das mais esperadas dos ensaios técnicos e do desfile oficial, entrou na Avenida neste ano com seu maior número de integrantes desde a sua concepção. Ao todo foram 140 pessoas com deficiências física, auditiva, visual e neurológica.

Representando as "guloseimas da festa", no enredo "Convivium. Sente-se à mesa e saboreie", a Ala Inclusiva do Projeto Social desfilou com leveza, graça e alegria contagiante e emocionou o público presente no sambódromo do Anhembi neste carnaval, quando a Rosas de Ouro conquistou a quinta posição no grupo Especial.



Coordenados pela psicóloga Vanessa Dias, os 140 integrantes, entre eles pessoas com deficiências intelectual, física, auditiva, visual, neurológicas e congênitas e todos os acompanhantes e responsáveis, participam durante todo o projeto de Carnaval, sempre demonstrando muita garra e amor a Rosas de Ouro. 

"Eles são assíduos nos ensaios pré-Carnaval na quadra social, nos três ensaios específicos promovidos pelo Projeto aos domingos de manhã e nos técnicos. São exemplos de superação, determinação e comprometimento. Todo ano é um desafio e continuo me emocionando", conta Vanessa, que está há 15 anos a frente do Projeto Social "Samba Se Aprende na Escola".

Tudo começou com a realização do sonho da paciente Natália Castro da AACD, que queria conhecer uma escola de samba. Vanessa ao saber disso, viabilizou a ida dela a Rosas. Foi amor a primeira vista. Natália tem má formação congênita e usa próteses nas duas pernas, hoje é uma das representantes do Teleton e não está mais na escola. 



Na época, foi homenageada e recebeu uma faixa e a responsabilidade de desfilar na frente da Ala das Crianças, que ainda saía no chão. Sua história na Rosas de Ouro durou 4 anos.

Já havia uma vontade da direção da escola e do projeto em montar uma ala inclusiva e Vanessa, identificando algumas pessoas que já não conseguiam mais aguentar desfilar no chão, teve a ideia de colocar algumas delas em cadeiras de rodas em um carro alegórico para poder mantê-las envolvidas no Carnaval sem que suas dificuldades fossem empecilhos. 

Logo depois da saída de Nathália, outro expectador apaixonado Ricardo Tadeu foi conhecer a escola. Ricardo teve paralisia cerebral e usa muletas para se locomover. Aos 14 anos conheceu a Rosas e, em 2007, no enredo "Tellus Matter. O cio da Terra" fez seu primeiro desfile ao lado de mais quatro pessoas em cadeiras de rodas no carro alegórico."Fui convidado pela Vanessa para estrear no Carnaval e aceitei na hora", conta Ricardo.

Além disso, neste mesmo ano, deficientes visuais integrantes do Grupo Terra  foram apresentados à psicóloga e formou-se um pequeno grupo, que também participou do desfile. 

Em 2008, no desfile "Rosaessência, o eterno aroma", Vanessa conseguiu novamente formar seu grupo e tornar a escola e o Carnaval inclusivo e não parou mais. "Meu objetivo é entrar na avenida com 300 integrantes, sendo 15 na Comissão de Frente", declara.

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