19 de junho de 2017

19 de junho de 2017

PROSA DO FOLIA: Daniel Vitro, 1º mestre sala da X9 Paulistana

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Para o carnaval 2017 ele retornou a agremiação, defendeu o pavilhão e ajudou a escola a retornar ao grupo especial. Hoje na nossa Prosa do folia é dia de conhecer Daniel Vitro, 1º mestre sala da X9 Paulistana
Foto: Alex Sandro Gardel

Quem é o Daniel Vitro? 

- Nascido e criado no Bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo, tenho 36 anos, filho do meio de 03 irmãos, filho da Dona Neusa, meu exemplo de vida. Sou Corretor de Seguros há mais de 18 anos, formado em Administração de Negócios Securitários pela UNIBAN e atualmente sou Diretor Comercial da Contexto Corretora Seguros, com sede no Itaim Bibi zona sul da cidade. Sempre tive a dança em paralelo na minha vida, quando adolescente fui bolsista no antigo e saudoso Estúdio Vitor Costa e Margareth Kardosh (referencia no brasil e exterior quando o assunto é Tango, seja show ou de salão) onde estudei e dancei o Tango por 5 anos e também algumas modalidades da dança de salão, jazz e um pouco de ballet clássico.  

Como começou a sua relação com o carnaval ?
- Se deu em torno dos meus 13-14 anos quando por duas saudosas vizinhas que eram mães de amigos meus, desfilavam pela Alas das Baianas e me levaram pela primeira vez a uma quadra de escola de samba, a Unidos do Peruche, onde cheguei a desfilar na alas da crianças, alas comercias e também como passista.

Por quais escolas você já passou e qual ano foi o mais marcante ?
- Já tive o privilégio de passar por grande escolas como Unidos do Peruche, Mocidade Alegre, Acadêmicos do Tatuapé, Mancha Verde, Uirapuru da Mooca, Tom Maior, Parque Cecap (Guarulhos), Independente Tricolor e X-9 Paulistana minha escola do coração onde retornei pela terceira vez no ultimo ano, mas tenho dois momentos marcantes o primeiro foi pela Acadêmicos do Tatuapé quando tive a honra de estrear como Mestre-Sala Oficial no grupo especial ganhando o troféu Nota 10 do Diário de SP como melhor casal, e na sequencia poder voltar para a X-9 paulistana e realizar o meu sonho em poder ser Mestre-Sala Oficial da escola do meu coração. 

Como veio o convite para a X9 Paulistana ?
- Este meu terceiro retorno a escola se deu pelo convite do então presidente André Santos intermediado pelo diretor de impressa Ramon Lima, após o descenso da escola no carnaval de 2016.
Foto: Alex Sandro Gardel

Como nasceu a parceria com a sua porta bandeira?
- Como toda sólida e verdadeira parceria, nasceu em meu a dificuldade (rsrsrs), na verdade eu e Lyssandra quase formamos uma parceira há alguns anos atrás, não dando certo, tivemos uma segunda possível possibilidade ao termino do carnaval 2016 que também não vingou, e em meados de outubro de 2016 com o desligamento da minha antiga parceira por decisão do ex presidente da escola, fomos atrás dela e desde então foi só alegria, sucesso e conquistas.



"Seja em baixo de sol ou de chuva, no calor ou no frio, lá estamos a postos como guardiões oficial do simbolo maior de uma comunidade inteira."


O quesito mestre sala e porta bandeira é um dos mais importantes e defendido apenas por duas pessoas, qual é  responsabilidade de levar o pavilhão da escola ?
- Como disse é muito importante, uma responsabilidade muito grande, pois são apenas dois para um quesito que pode tirar um campeonato da escola até a contribuir significativamente ao seu descenso da escola. Sempre digo que não carregamos e defendemos somente uma bandeira. ali estão depositados sonhos, anseios, desejos, vidas inteiras dedicadas a escola, famílias que se construir ali, então não podemos nos achar unanimes acima do bem e do mal, pelo contrário, Temos o privilégio de representar uma comunidade inteira.  Por isso aproveito a pergunta para dizer que nós mestres-salas e portas-bandeiras, precisamos de mais união e ética, pois só assim conseguiremos o tão almejado respeito como profissionais que somos, respeito e valorização esse que já se faz tardio, tendo em vista a nossa grande responsabilidade e contribuição junto ao "PROJETO CARNAVAL" de uma escola de samba, e essa mudança tem que partir de nós, pois só assim seremos e teremos a importância e o respeito que os demais quesitos de uma escola de samba atualmente tem. Não somos descartáveis, não somos máquinas, somos seres humanos que largamos nossos compromissos, familiares, vida por pessoal, para nos dedicarmos afinco, dia a dia, ensaio a ensaio, seja em baixo de sol ou de chuva, no calor ou no frio, lá estamos a postos como guardiões oficial do simbolo maior de uma comunidade inteira.

Se apresentar para o jurado ou assistir as notas na apuração, o que é mais tenso ?
- rsrsrs os dois!! mas a apuração é sempre mais tensa, pois não sabemos o que esta ali na sumula, e cada nota apresentada é quase um infarto!!!!
Foto: Leandro Nascimento

 Já aconteceu algum imprevisto na hora do desfile ?

- Sim!!! Vários!!rs Teve um ano em que desfilava por uma escola e a Porta Bandeira esqueceu a saia de plumas da fantasia em casa, teve um outro ano no carnaval de Guarulhos que para chegar ao avenida tivemos que ser levados no colo de fantasia pois todo o entorno da pista de desfile estava alagado devido as fortes chuvas da época entre outros. rsrsr

Você tem alguma inspiração no samba ?
- Eu digo sempre que sou um cara de muita sorte, pois tive a oportunidade de conhecer e conviver com grandes nomes do carnaval de sampa relacionados ao meu quesito. Tive a honra de dançar com grandes Portas Bandeiras. Mas tenho algumas pessoas em especial como: Paulo Guedes(SP), Murilo(SP), Ednei Mariano (SP), Mestre Gabi (SP), Julinho (RJ), Sidclei (RJ) , como Porta Bandeira minha amiga e irmã Ana Paula Reis,  a saudosa Maria Gilsa, com quem tive a honra de dançar e muito puxou minhas orelhas, a também saudosa Sonia Maria Moreira porta bandeira que tive a honra de conviver e dançar algumas vezes nas duas escolas por onde passei, Mocidade Alegre e X9 Paulistana, demorei a entender, mas hoje entendo o porque de muito dos conselhos que ela me dava. 


O que o carnaval mudou em sua vida ?
- Mudou muita coisa, com o carnaval tive autos e baixos, um dia estive no auge e me deslumbrei, no dia seguinte acordei e nada mais tinha,  aprendi a conviver e respeitar as diferenças, aprendi também que não podemos trazer a ilusão e os deslumbramentos para nossa vida pessoal. O carnaval me ensinou que você não precisar nascer sambista, pois assim como em qualquer outra área de sua vida talento só não é o bastante, é preciso dedicar-se, estudar, buscar conhecimento e o aperfeiçoamento constante, assim o reconhecimento é natural e merecido. Ensinou-me que respeito não se dá com imposição e sim com posicionamento, postura e ética.


Deixe seu recado aos internautas do "Folia do Samba" e aos admiradores do seu trabalho
- Agradeço ao "Folia do Samba" pela honra de poder dividir um pouco da minha pequena história nesse universo tão grande denominado carnaval. Obrigado por todo carinho, respeito e admiração tanto da minha comunidade X-noveana, como também dos amigos que sempre se fazem presente.

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