12 de junho de 2017

12 de junho de 2017

PROSA DO FOLIA: Thais Paraguassu, 1º porta bandeira do Peruche

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Hoje é dia de conhecer ela que conduz o primeiro pavilhão da Unidos do Peruche. No "Prosa do Folia" Thais Paraguassu.
Foto: Alex Sandro Gardel 

Quem é a Thais Paraguassu ? 
- Taurina nata, uma pessoa fiel a tudo que acredito, determinada, responsável, teimosa, profissional chata. Acho que cobro muito de mim, mas convivo muito bem com isso. Sou porta bandeira há 17 anos (15 anos como oficial), já passei muitos altos e baixos e aprendi muito. Tenho um atelier de roupas de festa femininas e quando estou lá, me sinto no paraíso. Também trabalho como secretária há muitos anos. Casada, sem filhos, criada pelos avós, organizadora das festas da família, sambista desde pequena e completamente apaixonada por carnaval.

Como começou a sua relação com o carnaval ?
- Sempre morei com meus avós e minhas tias, elas sempre fizeram parte da Unidos do Peruche e foi lá que comecei, desde criança. 1992 foi o ano do meu primeiro desfile, em uma ala.

Por quais escolas você já passou e qual ano foi o mais marcante ?
- Comecei a desfilar em 1992 na Peruche, meu primeiro ano como porta bandeira (2ª) foi lá também, em 2000. Em 2001 fui para Imperador do Ipiranga, também como 2ª e em 2002 virei 1ª porta bandeira da Acadêmicos do Tucuruvi, fiquei lá de 2002 até 2014 e em 2015 retornei como 1ª porta bandeira da Unidos do Peruche, aonde estou até hoje. Cada ano tem uma história, ruim ou boa pra contar. Pra mim, os momentos mais marcantes foram: em 2013, quando a Tucuruvi falou do Mazzaropi, foi uma preparação e um desfile mágicos e nós recebemos o Troféu de melhor casal do ano e em 2015, quando ajudamos a Peruche a voltar ao grupo especial.

Como veio o convite para a Peruche ?
- Me desliguei da Tucuruvi dia 15 de Abril de 2014, logo em seguida o casal da Peruche também se desligou. Minha tia Rosiane me levou de volta à Peruche, dia 15 de maio de 2014.
Foto: Alex Sandro Gardel 

Em 2018 você formará par com Jefferson Gomes, como se deu essa parceria ?
- Quem fez todo o primeiro contato foi a minha diretoria, me perguntaram quais mestres sala se encaixariam no meu estilo de dança e o nome do Jeff foi um deles, coincidentemente ele saiu da Nenê e acabou dando tudo certo. Eu admiro muito o trabalho dele, o acho um dos melhores mestres sala da atualidade. 

O quesito mestre sala e porta bandeira é um dos mais importantes e defendido apenas por duas pessoas, qual é  responsabilidade de levar o pavilhão da escola ?
- Ostentar o Pavilhão de uma escola é motivo de muito orgulho. Que porta bandeira não quer ser oficial? A responsabilidade é muito grande, mas o amor pelo que faço é muito maior. Os milhares de ensaios, pés machucados, calejados, o cansaço, as olheiras das últimas semanas que antecedem o desfile, todas as festas e comemorações perdidas.... tudo vale a pena em prol da dança e do meu Pavilhão. Cada olhar, aplauso, cada lágrima, o amor que recebo das pessoas que amam a escola, tudo isso me dá forças para seguir em frente e fazer o meu melhor.  Nos preparamos o ano inteiro para o desfile, para tirar a nota máxima e brilhar. Se a responsabilidade pesa? Claro que sim. A cobrança pesa? Também. Mas certamente o amor pelo que fazemos supera tudo, damos o nosso melhor e tenham certeza de que é tudo feito com alma e coração, porque nós escolhemos estar aonde estamos.

"Certamente o amor pelo que fazemos supera tudo"

 Se apresentar para o jurado ou assistir as notas na apuração, o que é mais tenso ?
- Assistir à apuração é a pior parte pra mim. No dia do desfile eu me concentro muito, repasso os passos e a ordem das cabines diversas vezes na cabeça, entro meio que em transe, a concentração é tanta que eu nem ouço as pessoas gritando meu nome (meus apoios que me dizem no final, quem estava lá assistindo e torcendo). Assim que chegamos na faixa amarela este transe passa e aquela sensação de dever cumprido chega, o corpo relaxa e daí pra frente, eu só penso na apuração.
Você tem alguma inspiração no samba ?
- Desde pequena eu via a Lídia e o Moreno dançando e a magia maior era quando eu os via de fantasia, aí pensava:- Um dia serei igual a eles.

O que o carnaval mudou em sua vida ?
- Desde que me entendo por gente, pertenço ao samba. Foi lá que cresci, que fiz amigos, que conheci meu marido, que me tornei conhecida, que sou quem eu sou hoje. Só tenho a agradecer ao carnaval, por todas as boas coisas que me trouxe e aquelas que não foram boas, se tornaram experiência e me fizeram crescer como pessoa.

Deixe seu recado aos internautas do "Folia do Samba" e aos admiradores do seu trabalho.
- Gostaria de agradecer ao Folia do Samba a oportunidade de contar um pouco da minha história, que vocês possam fazer isso por muito tempo, porque é muito importante não deixar a história do nosso samba morrer. Sucesso a vocês! Aos meus admiradores, obrigada pelo carinho que todos tem por mim, seja através de gestos ou palavras, vocês me dão força para fazer sempre o melhor. A todos da minha Unidos do Peruche, obrigada por mais um ano me confiarem o Pavilhão Oficial, saibam que ele é muito cuidado, muito amado e me sinto muito honrada cada vez que tenho a oportunidade de empunhar este que é um dos mais tradicionais Pavilhões do carnaval.
Foto: Paulo Pinto  / LIGASP  / Fotos Públicas

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