1 de julho de 2017

Sinopse do enredo da Rosas de Ouro para 2018

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Pelas estradas da vida - Sonhos e aventuras de um herói brasileiro

Sinopse
Ouvindo o meu coração
Pelas estradas da vida trilho o meu caminho
Muito antes do sol nascer lá vou eu
Seguindo o destino que Deus me deu
Olhos marejados que pelo retrovisor veem
O “até breve” que as vezes demora
Já a saudade dos entes que deixo do lado de fora
Me corrói por dentro na hora da partida
É sempre assim a despedida
São idas e vindas que apertam o coração
E toda vez que olho para atrás
É um nó na garganta que faz
Meus pés ficarem sem chão
Porém, a força de querer dar-lhes o melhor
No meu peito é bem maior
Que a distância que a lida impõe
Por isso, levo comigo a foto de cada um
Na boleia do meu caminhão
Junto com a imagem de São Cristóvão
Aquele que me protege e me guarda
Padroeiro nessa longa estrada
A quem peço e agradeço em oração
Igualmente à Virgem Maria
Tudo aquilo de que sou merecedor
E assim, guiado pela fé eu vou
Sentindo o vento da liberdade tocar o meu rosto
Agraciado pelas paisagens que são como pinturas
Que mudam de cores a cada amanhecer
E neste horizonte enxergo a esperança,
Levando sonhos além de lembranças
Nas costas o Brasil inteiro
De janeiro a janeiro, sem tempo para dor,
Fazendo frio ou calor
Sou pé ligeiro do agronegócio
Escoando todo suor da gente do campo
Para o conforto das grandes cidades
Mas, também faço o sentido inverso
Do asfalto eu trago progresso
De tudo faço chegar,
Levantando poeira na terra batida
Nesse chão que as vezes me atola
“Trieiro” que deixo no caminho
Para registrar o quão difícil foi
Alcançar o meu destino
Sem ter que me arriscar
E nesta labuta de caminhoneiro
Não há irmão que desista primeiro,
Mesmo quando o perigo costuma acenar,
Da satisfação que só faz sentido no final
Ao passar ileso de todo mal
Rodando por essas vias infernais
Recheadas de armadilhas,
Cheias de “pilões” para desviar
Das “costelas” que insistem me tirar da pista
Do piso de areia movediça que faz afundar,
Mas firme e forte continuo na estrada,
Cumprindo desafios em cada jornada,
“Patrolando” os demônios que me assolam
Desde os “botinas” mal intencionados
Aos “piratas” que me roubam o ganha pão,
As noitadas nos cabarés
“Abastecido” de mulheres, do tal “rebite” e da bebedeira
Nas curvas mais fechadas do prazer e da ilusão
E neste acesso de mão dupla levado pela tentação
Só bate de frente quem não segue a lição
Impressa nas placas do dia a dia
E eu, de tanto rodar por essas estradas,
Larguei a imprudência na última parada
No instante que a sabedoria comigo pegou carona,
Tomando de vez a direção.
E de lá pra cá,
Vejo frases em para-choques ganhando sentido,
Vozes do imaginário popular
Que me fazem refletir, sorrir e até lembrar
Das mais diversas situações rotineiras,
Da saudade do “cristal” que ficou em casa,
Das paixões que deixo em cada cidade,
Da tristeza e da felicidade que há
Em cada ligada de motor
Para cumprir mais um novo dia de trabalho.
Por essas estradas sigo cultivando amizades
Meus Irmãos nas trincheiras da vida
Dividindo arroz carreteiro e sonhos
“Bigode a bigode” nas prosas que me sustentam
Guincho que me puxa quando estou “pitimbado”
Me dando força para seguir adiante
E conhecer além do que as minhas vistas possam alcançar,
Por isso, sempre volto com mais que levei
Com a carroceria até vazia, mas a mente cheia do novo
Caminhoneiro sabedor de estórias,
Dos sotaques e dos sabores,
Da arte do povo de cada quinhão do Brasil.
E dessas experiências que carrego no dorso,
Como semente, faço brotar por onde passo
Para quando voltar, colher as flores.
E nessa rota que o destino fez para mim
Eu sou mais um aventureiro,
Rodando sem freio pelo infinito
Na vida que não me cobra “Frete”
Sendo a “Carga pesada” na televisão,
Imortal na canção do “Rei”,
Inspiração para música sertaneja,
A trilha sonora que me acompanha
Na tela do cinema protagonizo a ficção
Na vida real meu combustível é a paixão.
Corro pelas pistas mais velozes,
Levo água, salvo vidas, trago gente,
Sou um gigante na multidão.
Aquele que vai, mas um dia volta
Por conta da situação.
Diferente ou do mesmo jeitinho,
Na humildade que nunca se acaba,
Sou aquele com a mesma alegria de quando parti
Ao ouvir o meu coração...pelas estradas da vida!

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