3 de agosto de 2017

Em primeiro debate sobre o enredo de 2018, Cubango recebe diretora do Museu Bispo do Rosário

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Na noite desta última terça, 1, a escola de samba Acadêmicos do Cubango recebeu na sua quadra de ensaios, em Niterói, a visita da atual diretora geral do Museu Bispo do Rosário, Raquel Fernandes, e da psicóloga que cuidou do artista e foi a primeira diretora do Museu, Denise Correia. As duas participaram de uma roda de conversas com os compositores e membros da diretoria da agremiação, contando detalhes sobre a vida e a obra de Arthur Bispo do Rosário, enredo que a Cubango levará para a Marquês de Sapucaí em 2018.

Com aproximadamente 60 pessoas na plateia, o evento foi mediado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com apresentação do pesquisador e membro do departamento de carnaval Vinícius Natal. O debate, bastante descontraído, serviu não só para reforçar detalhadamente o desenvolvimento do enredo, como discutir assuntos correlacionados, como cultura popular, arte contemporânea, reforma psiquiátrica, raízes quilombolas e toda a importância da obra de Bispo do Rosário para a humanidade. Feliz em contar as histórias do artista, Raquel Fernandes ressaltou a importância do Bispo como enredo na Sapucaí:


- Nós somos apaixonadas pela obra que o Bispo deixou e é uma oportunidade ímpar de mostrar, pensar, ver e falar sobre ele de uma forma super cuidadosa e respeitosa em uma das festas principais do Brasil. A escola tem uma delicadeza de fazer este enredo com cuidado, respeito e com bastante aprofundamento sobre a história e a obra dele. Estamos muito felizes de estar aqui neste momento e o Museu está com as portas abertas para visitação. Estamos torcendo bastante para que seja um desfile que marque positivamente o carnaval carioca e que a Cubango seja a campeã da Série A.

Empolgado com a repercussão do evento para a comunidade cubanguense, o carnavalesco Leonardo Bora ressaltou a importância desses eventos para promover a cultura e o senso de união, não só na Cubango, mas nas escolas de samba como um todo:

- Num tempo de intolerâncias e desmontes, não só na cultura, mas na educação, eventos como este me dão profunda alegria. Faço um convite para que todos conheçam essa obra. Eu penso que antes ou depois do desfile da Cubango, se alguém for ao Museu e tiver interesse de conhecer essa obra, a nossa missão já estará cumprida, passando uma imagem de afirmação e fazendo da escola de samba um grande veículo de circulação cultural. Vivemos um momento em que o carnaval como um todo está sendo questionado e hoje temos um enredo que fala sobre um dos cinco maiores artistas brasileiros de todos os tempos, para alguns críticos. Que seja o primeiro de muitos encontros voltados para a discussão de Bispo do Rosário, um símbolo de resistência e “re-existência”.

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