4 de agosto de 2017

Lapa ganha 'filial' do Sambódromo

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O Baródromo, primeiro bar temático das escolas de samba do Rio, inaugurado há dois anos e meio e que funcionava na Cidade Nova, tem novo endereço. A partir de agora, o bar, considerado pelos frequentadores uma “filial” do Sambódromo, está funcionando na Rua do Lavradio, 163, na Lapa.


O novo espaço, que foi aberto ao público na noite desta quinta-feira, 3, assim como o antigo, é decorado com fantasias e alegorias que passaram pela Marquês de Sapucaí em outros carnavais e no deste ano, com paredes em cor de concreto - uma das marcas da Passarela do Samba carioca. O novo Baródromo dobrou de tamanho, passando a ocupar uma área de 300 m², podendo receber 300 pessoas confortavelmente. Entre as novas peças que fazem parte do visual da casa, estão fantasias da Mangueira, dos desfiles da de 2016 e 2017. Outro destaque é a escultura de um camelo, de 3,5m de altura – presente da Mocidade Independente de Padre Miguel ao bar –, que fez parte do abre-alas da verde e branco no espetáculo que deu à escola o título deste ano, dividido com a Portela.

Outra novidade para os frequentadores é uma área aberta, nos fundos, que pode receber confortavelmente 150 pessoas, com visual que remete a uma vila de casas antigas, com direito a portas e janelas pintadas nas paredes, com as cores das escolas de samba, e que será o quintal do Baródromo. Um painel de grafite assinado pelo artista Roma, de 8 x 4m, representando um desfile na Sapucaí, complementa o cenário do espaço a céu aberto.


Ainda dentro das atrações visuais da casa, estão uma galeria com desenhos de figurinos que fizeram sucesso na Avenida, cedidos por diversos carnavalescos, e camisas das escolas de samba, doadas por torcedores apaixonados.

No cardápio, repleto de delícias, além dos bolinhos Milton Cunha (arroz com calabresa, carne seca e frango, recheado com pimenta biquinho) e Neguinho da Beija-Flor (com recheio de rabada desfiada e agrião)  ̶  lançados antes do Carnaval 2017 e que se tornaram alguns dos carros-chefes da casa, outras ilustres personalidades das escolas de samba cariocas estão sendo homenageadas, dando nome a novos petiscos. O bamba portelense Monarco dá nome ao croquete feito com moqueca de peixe; a porta-bandeira Selminha Sorriso, da Beija-Flor, batiza o bolinho de arroz com legumes; o veterano Ciça, mestre de bateria da União da Ilha, ganhou o croquete de angu recheado com carne moída e queijo. A atriz Juliana Alves, que desde 2013 brilha como rainha de bateria da Unidos da Tijuca, dá nome ao bolinho de feijoada, recheado com couve e torresmo.


 A casa abre de terça a sábado. Terças e quartas-feiras, funciona a partir de 18h e a entrada é gratuita. Quintas e sextas, com programação musical, há cobrança de entrada (R$ 20). Aos sábados, funciona, para almoço, das 12 às 18h, e à noite, a partir de 19h, também com música ao vivo e com o mesmo valor de entrada. O repertório é sempre de sambas de enredo, de roda e de raiz. Informações: (21) 2504-5754.

Fotos: Irapuã Jeferson/Divulgação








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