30 de outubro de 2017

'Papo Reto com Tiago Linck' - É samba pé no chão, é força pra lutar

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Os orixás são divindades ancestrais africanas que responde a uma força ligada por pontos com  a natureza e seu arquétipo.  Epopeia é um poema narrativo curto que se interliga com fatos épicos.

Juntando esses dois elementos, a Nenê de Vila Matilde entra no Anhembi para narrar de forma épica os fatos e episódios de Yemanjá, orixá da fertilidade que ampara a cabeça dos homens.


No balanço da maré, no repuxo das águas surge a deusa africana Yemanjá, senhora das águas, rainha do mar. A partir daí é clamada por milhares de viventes.

Mãe das cabeças dos homens, yemanjá tem grande importância  no processo de aceitação dos cultos africanos no brasil. Há várias lendas envolvendo seu nome, do jarro que é transformado num rio e nesse rio está o caminho projetado pela lua cheia para caminharmos até a mãe Yemanjá. Ela está na senzalas perto de seus filhos, negros e indígenas, alvo de toda escravidão que passaram.

Nessa fusão de raízes culturais, os índios aqui já cultuavam sua mãe, por aqui metade mulher, metade peixe, a espécie de sereia, o que Yemanjá se tornaria mais tarde.

Por imposição dos europeus que aqui estavam e com a sua fé trazida pelos mares, Yemanjá foi coberto por um manto, tornando assim uma aproximação com o catolicismo, assim passaria a ser adorada como nossa senhora dos navegantes e outras determinações que seu nome carrega pelo mundo.os africanos aqui rezavam a um santo, mas no fundo estavam cultuando sua deusa africana.

Ao longo dessa epopeia, Yemanjá foi ela, foi metade mulher, metade peixe, foi morena cabocla, todas as variações possíveis  que sua história conta.


Atualmente a deusa africana é cultuada pelo mundo, recebe oferendas, rituais na forma de pedir proteção,agradecer o que as pessoas tem conseguido com o seu amparo.

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