12 de outubro de 2017

'Papo reto com Tiago Linck' - Lá vou eu nas curvas desse meu Brasil...

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     Antes mesmo do galo cantar e do sol raiar já estou acordado porque sou um caminhoneiro. Assim a Rosas de Ouro pisa na avenida do Anhembi para falar desses heróis brasileiros.

                             Uma vida corrida marcada pela despedida do "até logo", assim partem rumo a seus destinos pela poeira do interior e pelos asfaltos da cidade grande. Olhando pelo retrovisor do caminhão, os olhos marejados de saudade seguem na esperança de dar um futuro melhor a suas famílias.
Foto: Igor Cantanhede


                             Os desafios que são impostos nessas jornadas longas de trabalho que muitas vezes parece não ter fim, só marca a garra do caminhoneiro.

                              As curvas perigosas, o excesso de trabalho tudo contribui para que o caminhoneiro se sinta pressionado.no volante eles carregam sonhos, transportam o progresso de uma cidade, um futuro que se aproxima. 

                             Marcado pela fé e devoção, carrega na boleia o seu guia protetor que sempre o acompanha, São Cristovão , e pela mãe do brasil, Nossa Senhora de Aparecida.

                             O vento no meu rosto é como um amante, fujo, mas a tentação pelas mulheres é maior, o perigo mora aí nessas caronas pelas estradas.onde paro levo comigo a alegria, o papo bom da prosa, a moda de viola, me faz ser um eterno apaixonado pela música.
                             Sigo adiante e muito distante de minha casa. Receber essa homenagem no carnaval pela roseira, faz o coração pulsar mais forte, acelerar o pé que o Anhembi está nos esperando e correndo pelas estradas da vida eu vou.
                         

                                     "nessa longa estrada da vida vou correndo e não posso parar"


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