8 de outubro de 2017

Parceria de Lequinho vence na Mangueira

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Com o Palácio do Samba lotado, embalado pela emoção de uma grande final, a Estação Primeira de Mangueira escolheu na madrugada deste sábado (07) para domingo seu hino para o carnaval 2018.

Três grandes obras chegaram para a disputa. Cada uma com seu peso de grandes parcerias e nomes conhecidos do mundo do samba. 

Abrindo a noite, o talentoso compositor da Verde e Rosa, Tantinho Da Mangueira, se uniu a Paulinho Bandolim, Ronaldo Barcellos, Alípio Carmo, Lacy D’ Mangueira, Guto Garcia e Guilherme Sá, para apresentar uma grande obra. 


Na sequência veio o samba de Rodrigo Pinho, Poeta, Pixulé, Bruno B1, Tia Marlene, Bruno De Souza e Pedro Terra, que mostrou porque chegou com propriedade até esta final. 

Fechando a disputa uma parceria de campeões. Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal conseguiram tirar forças do torcedor para cantar até o final.


Apesar da disputa acirrada, a composição de Lequinho e Cia levou a melhor e conquistou o direito de ser a voz da Estação Primeira na Sapucaí no carnaval de 2018. Vitória merecida de um grande samba em meio a uma safra de grandes obras.

A Mangueira terá o enredo em autoral do carnavalesco Leandro Vieira, “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”.

Autores: Lequinho, Júnior Fionda, Alemão do Cavaco, Gabriel Machado, Wagner Santos, Gabriel Martins e Igor Leal.
Intérprete: Tinga.
Participação Especial: Moacyr Luz.



Chegou a hora de mudar
Erguer a bandeira do Samba 
Vem a luz à consciência
Que ilumina a resistência dessa gente bamba 
Pergunte aos seus ancestrais 
Dos antigos carnavais, nossa raça costumeira
Outrora marginalizado já usei papel barato
Pra desfilar na Mangueira
A minha escola de vida é um botequim
Com garfo e prato eu faço meu tamborim 
Firmo na palma da mão, cantando laiálaiá
Sou mestre-sala na arte de improvisar 

Ôôô somos a voz do povo
Embarque nesse cordão
Pra ser feliz de novo
Vem como pode no meio da multidão

Não... Não liga não!
Que a minha festa é sem pudor e sem pena
Volta a emoção 
Pouco me importam o brilho e a renda
Vem pode chegar...
Que a rua é nossa mas é por direito 
Vem vadiar por opção, derrubar esse portão, resgatar nosso Respeito 
O morro desnudo e sem vaidade
Sambando na cara da sociedade
Levanta o tapete e sacode a poeira
Pois ninguém vai calar a Estação Primeira 

Se faltar fantasia alegria há de sobrar
Bate na lata pro povo sambar

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o Carnaval!

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