18 de dezembro de 2017

'Papo Reto com Tiago Linck' - Lá vem Portela é melhor se segurar

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Deixe-me versar no Cordel essa história atemporal e digo atemporal porque pode se ver claramente que ela não está longe dos dias atuais. Sabe "cumpadi", essa história vem de muito tempo. Aqui no Agreste veio fugido um grupo de Judeus, aqui se instalaram e imediatamente tiveram que fugir pelo mar. Antes digo que nossa Pernambuco no tempo colonial era grande produtora de açúcar. Eles tinham fazendas por tudo, mas tem fartura, período rico, logo se atiça a cobiça e assim verso pra vocês. Mas invadiram, eles (os Holandeses) queriam o controle e o comércio do ouro branco pelo mundo e também o fluxo de riquezas dos espanhóis.

Vixe Maria, essa gente teve que fugir em direção ao mar e a história que conto é que navios piratas sequestraram esse povo e os fizeram de reféns, exigindo pagamento, os liberaram antes do pagamento acontecer.Quem é que entende isso minha gente?
Foto: Diego Mendes


Conto ainda que esse grupo foi separado, foram divididos em três: uma parte foi parar no Caribe, em terras Jamaicanas, outra parte voltou e a outra parte foi para a América do Norte, lá fundaram a Nova Amsterdã que mais tarde se chamaria de Nova York, a qual seria vendida para os ingleses posteriormente.

Mas se aprochegue aqui que quero prosear mais de perto. Você viste que história mais triste?Fugiram no período da Inquisição e vieram para nosso Agreste, depois fugiram de novo, teve sequestro até que seguiram chegar ao destino. Lembra que falei que era atemporal essa história?Não percebeste que o tempo avançou mas a história se repete.Os imigrantes embalados pela saudade e a dor que não passa, vem tentar a vida e são perseguidos por inúmeros tormentos que são direcionados a eles e se formos parar pra pensar também somos perseguidos. Gente que chega, gente que parte, deixando o abraço e tentando se adaptar onde possa sofrer menos.

Quero dizer-lhe ainda algo importante: É nesse espelho de irmandade que devemos ter o espírito de solidariedade.Debaixo das asas gigantes é que deve caber o espaço a quem quer tentar a vida.

Que se quebrem “os muros separatistas” que impedem essa irmandade de ficar mais em evidência num acordo de unificação e no sentimento de ajudar a quem chega e a quem parte em busca apenas de viver.

A Estátua da Liberdade em seu pedestal gravado está o puro sentimento que se
deve prevalecer de vier onde se tenha abrigo, “as massas exaustas, pobres e confusas que sob a tempestade estão”, assim haverá um lugar que os guiará para acolher essas almas.

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