7 de dezembro de 2017

'Papo Reto com Tiago Linck' - Meu paraíso é meu bastião

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Temos nessa caminhada uma velha parceira de guerra que acompanhou e fez com muitas causas tomassem rumos diferentes. Falo da Superioridade, essa palavra que usada de forma errada emite um juízo muito perigoso porém por outro lado pode nos ajudar a tomar um caminho mais próximo do humano.

Tuiuti recorre-se aos 130 anos da Lei da Escravatura para poder revelar certas coisas que vem acontecendo com a humanidade.O mesmo que acontece com certas pessoas quando vemos que nossos irmãos foram retirados do seus lugares e carregados até os porões das senzalas para se tornarem escravos dos senhores que viam neles o poder de lucrar, trocar como mercadoria, vender nossos irmãos apenas para os servirem na mais crueldade escravidão que se podia imaginar, não os enxergavam como um ser humano que pudesse contribuir com a humanidade.
Foto: Ewerton Pereira

O sangue que corria lavava o chão das senzalas e os pés dos  homens das cidades, ela foi responsável por separar famílias, fazer dominar o mercado capitalista, fomentar disputas e até mesmo sustentar mortes.

Mesmo assim, fez o negro lutar por sua gente que sofria, foi a mãe dos oprimidos que não tinham voz, mas esperanças de vencer.Fez união de crenças e fé, coroou Reis e Rainhas ao som dos louvores batucados.

Em fitas do tempo traçamos, ouviu-se os ventos soprarem os brados de liberdade pelas paragens brasileiras.Fez palavras serem ditas em vão.Sonhos de muitos, justiça de poucos. Caminhos que fizeram muitos nem voltar.

O homem “de cor” foi ganhando vozes pelas ruas,força nos braços para as leis que parcialmente os libertaram.Libertados?Houve dias de êxtase e glórias. Mas que liberdade é essa que não se pratica cidadania, não integra, tão pouco há direitos iguais e ainda discrimina.

O circo foi formado pela bondade de se acreditar que tudo segue na mais perfeita ordem. Ainda ouvimos nos estalos, o eco fervente de discriminação pelas metrópoles e cidades.Fingimos sua existência, na verdade somos negligentes e hipócritas porque o que mais se querem ouvir é aos berros o “tom” falar mais alto.

Irmão, não tenho a sua cor, sou um branco, não tenho a tua fé e nem por isso te condenarei. Tenho o mesmo sangue que corre nas suas veias e é vermelho.Te chamo de irmão porque é assim que te considero. Não sofri nos porões da senzala, mas sinto sua dor e por isso  estendo a minha mão a te ajudar, a seguir em frente, lutando sempre. Estamos no mesmo cativeiro social, o mesmo que acaba com nós. O mesmo que faz a vida ser dura.


Se a escravidão acabou, prove! Do contrário sigo lutando com a minha alma para algum dia dizer: Foi Extinta a Escravidão!

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