18 de janeiro de 2018

FOLIA NOS BARRACÕES: Dragões da Real

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Vem chegando a escola de samba mais feliz e caipira de São Paulo. A Dragões da Real se rende a manifestação musical que ganhou o mundo com suas melodias e letras peculiares, vem cantar e contar, as origens, conquistas e vitórias da Música Caipira.


A comissão de carnaval formada por Dione Leite, Márcio Gonçalves e Rogério Félix desenvolvem o enredo "Minha música, Minha raiz! Abram a porteira para essa gente caipira e feliz!".

O FOLIA DO SAMBA traz hoje o barracão da Dragões da Real e quem bateu um papo conosco foi Rogério Félix, Membro da Comissão de Carnaval e Diretor de Harmonia.

O ENREDO 

A origem da explosão musical que leva multidões de pessoas pelos palcos de todo o Brasil, já foi vista pejorativamente como “música rural”, “do campo” e popularmente como Música Caipira. Com seu jeito simples de contar e cantar a vida, as modas de viola saíram do campo e festas religiosas e ganharam o mundo. É através da Música Caipira que o homem simples do campo expressa seus sentimentos e conta seus “causos” e histórias. 

"A Dragões tem como sua principal marca trazer enredo de fácil leitura. Em nossas pesquisas nos deparamos com a oportunidade de homenagear a música caipira e sua trajetória. A cada música que ouvíamos durante a pesquisa, mais tínhamos certeza que deveríamos fazer este enredo", revelou Rogério Felix.


SETORES

O enredo é contado em primeira pessoa, tendo em vista que é a Música Caipira que se conta e se canta.

Primeira Moda de Viola: A Inspiração - Sou fruto de uma linda relação entre a terra e o homem do campo, na busca pela inspiração através da vivência no seu habitat. Antes mesmo de o sol despontar, o galo já canta anunciando um novo raiar cheio de esperança. Para o Caipira extrair o som da natureza e transformar em música é tão natural como lidar com a terra. Música é vida para o Caipira.

Segunda Moda de Viola: O Cotidiano - Do cotidiano vem os versos que ilustram as minhas mais belas formas, são poesias formadas através do olhar d’aquele que vive a lida caipira todo dia, luta pelo seu sustento e vive de modo simples.  Encontro me na rotina bucólica de forma romântica e, poetizada. Encantando pelos sabores e temperos de uma velha mãe caipira que espera a todos com seu fogão a lenha cheio de amor e ternura.



Terceira Moda de Viola: A Cultura - Com o passar do tempo ganhei fama, me tornei Música Caipira através da indústria fonográfica. A maior influência veio através das cantigas litúrgicas do catolicismo popular, foi através do povo simples em seus festejos muitas vezes religiosos que fui entoada pelas violas nas festas do Divino Espirito Santo, nas Folias de Reis. Sou dançada em quadrilhas nos festejos juninos, me tornei cultura de um povo que mesmo sofrido não perde alegria e a essência da sua origem.

Quarta Moda de Viola: A moda Caipira - Sou o brega que virou chique, no início éramos vistos com desdém e até com certo preconceito, era música do campo e rural, meu cantar se difundiu e assim me tornei sucesso pelas rádios do meu Brasil, cruzei fronteiras, ultrapassei números, as duplas Caipiras ganharam a cena Nacional, até o estilo de se vestir se tornou moda com chapéus tapeados, calças justas e camisa xadrez. E contando “causos”, o cotidiano desta lida caipira em meio a acordes ganhou a TV, Cinema e as estradas. Quem diria que as porteiras deste mundão “véio” iriam se abrir desta forma para mim.

Quinta Moda de Viola: O mundão sem porteiras - Nunca imaginei que chegaria até aqui, que a inspiração com os sons que brotam da vida cotidiana do homem caipira daria frutos tão maravilhosos. Me emociono ao lembrar das violas que me tocaram, dos violeiros que as carregaram e principalmente dos poetas que me eternizaram na história.  Hoje os “causos” cantados são outros, é bem verdade, mas algumas músicas, cantadores, violeiros sempre vou carregar dentro do meu coração. Abram as porteiras do Anhembi, pode tocar o berrante, matar a tristeza com a viola bem abraçada ao seu coração, porque vai passar na passarela a comitiva da Dragões da Real, a escola mais Caipira e Feliz do Carnaval.


VICE CAMPEONATO

A atual vice campeã chega ao Anhembi com a missão de conquistar o título inédito da agremiação. Rogério Felix revela que apesar da colocação de 2017, tudo será começado do zero.

"Logo após a apuração iniciamos o projeto 2018 e sabíamos que teríamos que criar um projeto que interligasse todos os departamentos e os componentes de uma forma diferenciada, é isso aconteceu através deste enredo que nós uni através da música", revelou o diretor.


DRAGÕES NA AVENIDA

Uma das agremiações mais aguardadas para o desfile de 2018, a Dragões acredita na força e na união da sua comunidade para buscar vôos maiores.

"A Dragões sempre traz alternativas de materiais não muito comum de carnaval para suas alegorias é fantasias. Em 2018 não será diferente. Com certeza podem aguardar uma escola guerreira com um povo muito alegre e feliz, cantando e evoluindo muito, de uma forma organizada. Focados em nosso objetivo, que é fazer o maior carnaval de nossa história", disse Rogério

Presidida por Renato Remondini, o Tomate, a Dragões da Real será a sexta agremiação a desfilar no sábado de carnaval pelo grupo especial de São Paulo.

Fotos: Adriano Pera







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