FOLIA NOS BARRACÕES: Tom Maior - FOLIA DO SAMBA

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FOLIA NOS BARRACÕES: Tom Maior

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O amarelo e vermelho da Tom Maior se une ao verde e branco da rainha de Ramos para contar a história da Imperatriz Leopoldina na passarela do Anhembi. "O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o novo mundo, Carolina Josefa Leopoldina; De Ramos, Imperatriz Leopoldinense" é o enredo desenvolvido pelo carnavalesco André Marins.


O ENREDO

A escola traz com esse enredo o interesse de contar a nossa história. Imperatriz Leopoldina tem uma trajetória forte, uma personagem que representa a força da mulher.

"A gente discute tanto o empoderamento feminino atualmente e ela é um exemplo de quem conquistou seu espaço e foi determinante nos rumos políticos do país. Um exemplo disso é o fato dela ter sido a grande mentora da independência do Brasil. É uma mulher que se apaixonou pelas nossas terras e pelo povo brasileiro. E a população da época reconheceu isso", revelou o carnavalesco.


SETORES 

O desfile começa com D. Leopoldina ainda Viena, na Áustria, onde ela se casou com D. Pedro através de procuração. Apesar da ausência do marido, houve uma grande festa, com violinos e valsa para comemorar o enlace. 

O segundo setor retrata quando ela deixa seu país de origem rumo ao Brasil. A Imperatriz está cheia de expectativas com o novo mundo, de clima tropical. A fauna e a flora são alguns dos elementos com os quais ela sonhava conhecer. 

O terceiro setor é a chegada dela ao Rio de Janeiro, onde finalmente conhece D. Pedro e é recebida com festa, tanto pela coroa portuguesa quanto pelo povo. 


A escola destaca a força dessa mulher, com importante influência política e uma das responsáveis pela independência do Brasil.  Ela também era amada pelo povo, em especial, os escravos. E recebeu diversas homenagens em nossas terras, que estarão no nosso último setor. 

Entre essas homenagens, deu nome a uma importante estrada de ferro que corta onze bairros da zona note do Rio de Janeiro, a zona da Leopoldina. Foi lá onde surgiu a Imperatriz Leopoldinense, celeiro de bambas que revolucionou o Carnaval do Rio de Janeiro.

MATERIAIS ALTERNATIVOS

Após a troca de carnavalescos, André revelou que o projeto sofreu algumas alterações tanto em alegorias quanto em alas.

"O nosso Carnaval cresceu 80% em trabalho, redesenhamos alegorias e alas, mudamos bastante a proposta. Mas a gente continua o projeto dentro do orçamento aprovado inicialmente pela diretoria. Então foi preciso fazer adaptações. Eu cortei duas alas, mudei bastante alguns figurinos e, com as economias que foram feitas, conseguimos investir mais em outros setores. Não estamos com soluções mirabolantes. O que estamos fazendo é muita pesquisa para conseguirmos o melhor efeito pelo menor preço", disse o carnavalesco

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

Quando se faz um carnaval, a escola já mexe com a sua própria torcida fiel que acompanha, luta e ajuda. No ano em que homenageia uma agremiação carioca, a Tom Maior alcança um número maior de torcedores. Os gresilienses.


"A Imperatriz Leopoldinense é uma escola que revolucionou o Carnaval do Rio de Janeiro, fez desfiles memoráveis, com estética e técnica perfeitas. Então, evidentemente, a gente quer fazer uma homenagem que esteja à altura dessa história. E tenho certeza que estamos nesse caminho. O nosso vermelho e amarelo está um pouco verde e branco nesse Carnaval", revelou André.

Presidida por Luciana Silva, a Tom Maior aposta na alegria para encerrar os desfiles das escolas de samba do grupo especial na sexta feira. querem levantar o Anhembi e mostrar que valeu a pena esperarem pela agremiação.

Fotos: Thiago Calil




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