13 de fevereiro de 2018

Doze escolham abrilhantam o grupo de acesso 2 de São Paulo

Nenhum comentário :
Liga SP, Rumo ao maior Carnaval do Brasil, comemorou o quarta dia de carnaval nesta segunda-feira (12 de fevereiro) com os desfiles do Grupo de Acesso 2 formado pelas escolas: Uirapuru da Mooca, Dom Bosco, Brinco da Marquesa, Combinados de Sapopemba, Amizade Zona Leste, Estrela do Terceiro Milênio, Torcida Jovem, Unidos de Santa Bárbara, Camisa 12, Mocidade Unida da Mooca, Morro da Casa Verde, Tradição Albertinense. 
 
O Sambódromo do Anhembi recebeu o reino do ouro, beleza e fertilidade com a chegada de Uirapuru da Mooca, que ecoou com o enredo "O suntuoso voo do Uirapuru pelos reinos das 3 Deusas Africanas", composto por Ademarzinho do Cavaco, Erick Sapão, Walld Ornar, Rafa Neves, Hans Magalhães, Wllllam Cabello e Chitão Martins, e interpretação de Adeilton.
 
O carnavalesco da escola, Babu Energia, explorou o reino das águas regidas pela rainha Yemanjá, e pelo reino do fogo, raios e trovões regido por Iansã para produzir as alegorias e fantasias representadas pelas cores azul, branco, rosa e verde-água em busca de mais leveza na evolução do desfile.
 
O circo social foi armado pela Dom Bosco para narrar o enredo "Bem-aventurados os homens e mulheres de boa vontade", na composição de Marcos Thiago Motta, Laerte Vieira, Acerola de Angola, Cacá Camargo, Raphael Maslionis e Rafael Mão, e entonação de Rennan Biier.
 
Os ícones da boa vontade como Martin Luther King, Gandhi, Dom Bosco e São Francisco de Assis receberam representatividade, assim como Paulo Freire pela sua grande contribuição na educação, nas artes e nas ciências.
 
O desfile foi composto por alegorias com volumetria, esculturas e efeitos de pinturas, além de fantasias produzidas pelo carnavalesco da agremiação, Flavio Campello, carregadas de estampas, penas artificiais, pelúcia, velboa e materiais reciclados.
 
Logo depois, a Brinco da Marquesa contou como foi difundido a bebida mais popular do planeta através do enredo "A Marquesa e o Ouro Verde", na composição musical Pablo Souza, Buiu Mt, Pedrinho Sem Braço, Renato Silvestre, André Luiz, Almir Mendonça, Marcos Thiago, Digão Lima, Will Anderson, Leandro Rato, Nicolino Nenê, Caca Camargo, na interpretação Alécio Reis e Buiu MT.
Foto: Alex Sandro Gardel / Folia do Samba

A escola evidenciou através de suas alas e três alegorias o surgimento do café na Etiópia, África; que atravessou o oceano passando pela Itália, o primeiro país europeu a consumidor a bebida; que foi na França, que o café foi adocicado pela primeira vez; que foi na Inglaterra que surgiu a primeira cafeteria; e que Belém do Pará foi a porta de entrada do café em nosso país. O café como riqueza nacional – o denominado Ouro Verde, também esteve representado em fantasias e alegorias.
 
O público ainda reviveu os hits dos anos 1990 com as canções “Brasília Amarela” e “Robocop Gay” pela Combinados de Sapopemba com o enredo homenagem intitulado "Mamonas: Um Show de Felicidade", composto por Zinho Calado e Jorge Buda, e sob a liderança vocal de Alex Soares.
 
As alegorias representaram as esculturas bem caricatas dos integrantes do grupo musical, que expressavam fortemente alegria e muito bom astral. Teve ainda a participação de alguns familiares e covers oficiais do grupo. 
Foto: Alex Sandro Gardel / Folia do Samba


Muitos mistérios e segredos foram revelados pela Amizade da Zona Leste através do enredo "A Chave", na composição musical de Daniel Lemes, e interpretação de Chitão e Xande.
 
As doze alas da escola representaram desde o objeto mais utilizado pela humanidade: a chave, até as atuais chaves digitais como as senhas, o uso dos cartões magnéticos, a impressão digital, passando pelo código da vida, em que os cientistas buscam aprimorar os estudos do código genético.
 
O símbolo de sorte e as superstições associados à coruja virou tema para a Estrela do Terceiro Milênio com o enredo “Na força da coruja, deixe a lenda te guiar”, na composição de Marcelo Casa Nossa e Darlan Alves, e interpretação de Vaguinho e Darlan Alves.
 
Para destacar a representatividade, simbolismos e a magia da ave, o carnavalesco da escola, Murilo Lobo, viajou no tempo, passando pela Antiguidade, mitologia grega, até chegar aos dias atuais através dos filmes de Harry Porter. 
Foto: Alex Sandro Gardel / Folia do Samba
A Torcida Jovem transformou o Sambódromo em uma rota marítima para contar a história de "O Corsário Elegante: O Terror dos Sete Mares", na composição musical de Toninho 21, Manequim T.J.S. e Wagner do Cavaco, e sob a liderança de Celsinho Mody no vocal.
 
A agremiação além de contar as interferências que os piratas promoveram, teve alas e fantasias representando os principais personagens da história do enredo como o Corsário Elegante Thomas Cavendish, Netuno, o metal Prata, a Senhora de Monte Serrat, entre muitas outras figuras da Era de Ouro da Pirataria.
 
O Sambódromo foi palco para celebrar a revolução pernambucana através da Unidos de Santa Bárbara com o enredo Pernambuco você é nosso! O baile dos 200 anos da Revolução Pernambucana – A celebração do Leão coroado – Alceu Valença”, na composição de André Ricardo, Edivaldo Gonçalves, Chico Manero, Rogério Papa, Ruí Fernandes e Jorginho Soares, e voz de André Ricardo.
 
A escola retratou o movimento emancipacionista e ainda trouxe representações das canções do compositor Alceu Valença, uma forte celebridade assim como a de José de Barros Lima, o Leão Coroado que fez história como líder maçônico dessa revolução.
Foto: Alex Sandro Gardel / Folia do Samba

 
O santo guerreiro passou pelo templo do samba através da Camisa 12 com o enredo “São Jorge, o Santo das 3 religiões", na composição musical de Capão, Xuxa do Cavaco, Rodrigo Bola, Neuber André, Digo Sá, Tchelo, e voz de Leo Reis.
 
A escola preparou um “altar” repleto de velas, rosas e muita fé para saudar as grandes lutas e glórias de São Jorge, o santo cultuado por diversos povos, sendo quase unanimidade em solo brasileiro.
 
Outra santidade pairou na avenida com a chega da Mocidade Unida da Mooca em devoção "A Santíssima Trindade de Oyó", composta por Vítor Gabriel, Dom Marcos, Gui Cruz, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto, e interpretação da dupla Carlos Jr. e Gui Cruz. 
 
A proposta da escola foi propagar uma mensagem de tolerância entre os povos apresentando, por exemplo, o abre-alas com os três santos católicos: São João Batista, São Jerônimo e São Pedro. 
Foto: Alex Sandro Gardel / Folia do Samba

 
A luta dos escravos e a resistência do samba foram tema da Morro da Casa Verde através do enredo “A luta de um povo, a força de uma raça... Luiza Mahin, a luz de Daomé!”, composto por Acerola de Angola, Jacaré, Rodrigo Xará, Cacá Camargo, Bruno Pelé, Marcio Campos SP, Marcos Thiago, Rapha Maslionis, Mãozinha, e voz de Juninho Branco.
 
O desfile da escola fez uso de cores diversificadas, de materiais recicláveis empregados na ala das baianas, e valorizou Luiza Mahin, com menções à África e elementos da Savana.
 
A temporada de apresentações carnavalescas também reviveu a magia circense pela Tradição Albertinense através do enredo “Das praças aos palcos, a trupe albertinense apresenta: as mil e uma faces do artista brasileiro”, dos compositores Léo do Cavaco, Armênio Poesia, André Filosofia, e Xandinho Nocera, e intérprete Léo do Cavaco.
 
O público se encantou com os componentes da escola representando os artistas de circo e suas performances acrobáticas, os cantadores de cordel, os músicos que se apresentam nas equinas, os dançarinos, os repentistas, os artistas com pernas de pau, entre muitos outros personagens que simbolizam a arte brasileira. 

Foto: Alex Sandro Gardel / Folia do Samba

Nenhum comentário :

Postar um comentário