Kamila Reis, a Gabriel Cravo e Canela do desfile da União da Ilha - FOLIA DO SAMBA

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Kamila Reis, a Gabriel Cravo e Canela do desfile da União da Ilha

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Nascida em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, Kamila Reis, dançarina brasileira que é uma das mais requisitadas para shows nos Emirados Árabes e que mora em Dubai há oito anos, terá papel de destaque no desfile da União da Ilha do Governador, que levará à Marquês de Sapucaí este ano um enredo sobre a gastronomia brasileira. Ela vai representar Gabriela Cravo e Canela, cozinheira de primeira, personagem que deu título ao clássico de Jorge Amado.
Foto: Diego Mendes

Kamila é uma das mais famosas profissionais de dança por lá e se destaca, principalmente, devido à apresentação que faz, misturando a dança do ventre com o samba, o que encantou os nativos. Entre os que integram a extensa lista de contratantes nos países do Oriente Médio estão reis e príncipes.

Sem nunca ter atuado como dançarina no Brasil - ela deixou o país aos 18 anos para acompanhar o marido, comandante de uma empresa aérea transferido inicialmente para Taiwan, República da China, e, dois anos mais tarde, para uma das importantes companhias do mundo sediada em Dubai – a bela admite que se choca com o comportamento de alguns homens que estão nas plateias de shows de passistas no Rio de Janeiro.

- Em Dubai e em outros países do Golfo Pérsico onde me apresento, a profissional da dança é tratada com o maior respeito, como artista. Os contratantes, sejam eles monarcas, empresários ou convidados para os eventos admiram, vibram, nos felicitam e realmente nos encaram como artistas. Jamais sofri qualquer tipo de assédio agressivo depois dos shows ou pedidos para estreitar qualquer tipo de relação – revela Kamila, que, assim como as colegas de trabalho de Dubai, em vez de biquínis, como aqui, usa shorts para compor os figurinos.
Foto: Diego Mendes

A moça destaca ainda que o árabe tem outra forma de demonstrar interesse por uma mulher e admite que fica chocada com relatos de colegas que integram elencos de shows de samba por aqui.

- Lá, os homens são galanteadores e quando se interessam por alguma dançarina, descobrem o endereço dela para enviar presentes: relógio, perfumes... Se a mulher recusa, raramente eles voltam a insistir. Obviamente que aqui no Brasil, não são todos que têm essa forma agressiva de assediar. Mas amigas dizem que o assédio, muitas vezes, chega a ser constrangedor, até mesmo partindo de homens que estão na plateia, acompanhados de esposas, namoradas. Eles usam palavras chulas, tocam as meninas. O brasileiro ainda tem o hábito de confundir as coisas, embora, a criminalização do assédio, pelos que elas comentam, tenha inibido um pouco esse tipo de comportamento. Mas tem é que zerar isso aqui – completa.

Além da estreia no Grupo Especial com a União da Ilha, Kamila será, pelo segundo ano consecutivo, musa da Porto da Pedra (Séria A, que desfila na Sapucaí na próxima sexta-feira) e rainha de bateria do Arranco, que se apresenta na Estrada Intendente Magalhães, no Campinho, Zona Norte carioca, pela Série C.

A dançarina, que é personal trainer, estudante de Comércio Exterior, e que também trabalha como modelo fotográfico em Dubai, chegou ao Rio na primeira semana de janeiro. De lá pra cá, tem frequentado os ensaios das três agremiações. Kamila Reis voltará para casa uma semana após o Carnaval.
Foto: Diego Mendes


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