12 de fevereiro de 2018

Oito escolas brilham no grupo de acesso do carnaval de São Paulo

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Liga SP, Rumo ao maior Carnaval do Brasil, festejou mais um dia de desfile realizado neste domingo (11 de fevereiro) com as escolas de samba do Grupo de Acesso: Barroca Zona Sul, Leandro de Itaquera, Nenê de Vila Matilde, Colorado do Brás, Camisa Verde e Branco, Águia de Ouro, Pérola Negra, Imperador do Ipiranga.
 
O templo do samba recebeu o carnaval de Veneza com muito confete e serpentina pela Barroca Zona Sul para festejar com o enredo “Carnevale. A magia da folia”, na composição de Sukata, Morganti, Jairo Roizen, Willian Tadeu, André Filosofia, André Valêncio, Robson Cezar e Tubino Meiners, e sob a liderança vocal de Pixulé.
 
A escola apresentou a trupe da folia formada por Colombina, Pierrot e Arlequim que difundiram suas magias carnavalescas pelos cinco continentes passando por New Orleans, Estados Unidos; a Batalha das Flores, França e o Carnaval de Veneza, Itália. A África também foi exaltada por suas influências musicais. 

O carnavalesco da escola, Mauro Xuxa, propôs figurinos ricos e bem elaborados de acordo com os trajes típicos de cada país para reverenciar o Carnaval pelo mundo.
A expressão “Fazer o bem sem olhar a quem” foi enaltecida pela Leandro de Itaquera com o enredo “A Celebração da Solidariedade no Mundo. Onde há Necessidade há um Leão”composta por Rogerio Papa, André Ricardo, Paulinho da Leandro, Elias Aracati, Moacir Oliveira, Musa, Silvio Branco, Inanildo Velha Guarda, Mauro Lúcio Silva, Guilherme Napoleão e Luciane Albuquerque, e interpretada na voz de Juninho Branco.
 
A agremiação apresentou 19 alas, formada por 1.600 componentes, que espalharam mensagens positivas de paz, amor e respeito aos direitos humanos, dedicando um setor à inclusão social com componentes deficientes ou mobilidade reduzida. Teve também alerta sobre a importância da sustentabilidade ambiental ao propor fantasias elaboradas com materiais recicláveis.
 
A rainha do mar, Yemanjá, foi tema de samba pela Nenê de Vila Matilde através do enredo “A epopeia de uma deusa africana”, na composição musical de Kaska, Silas Augusto, Vitão, Zé Paulo Sierra, Léo do Cavaco e Luis Jorge, e entonação de Agnaldo Amaral.
 
O destaque do desfile ficou por conta da epopeia ao evidenciar as origens e a transformação da mulher em sereia do mar (metade peixe, metade mulher), a representação de mãe protetora, as lendas e todo o sincretismo religioso, cheio de muito luxo e esplendor associados à história da deusa africana, Yemanjá.
 

 
O carnavalesco da escola, Leonardo Catta Preta, trouxe a energia dos orixás simbolizado por doze bonecas gigantes com estruturas de ferro, resina e saias volumosas bem coloridas e brilhantes. Os rituais característicos do Candomblé também foram representados para o público com direito a alimentos geralmente servidos durante a limpeza espiritual.
 
Quem também sambou na avenida foi o modernismo brasileiro com a Camisa Verde e Branco para homenagear o poeta brasileiro Mário de Andrade em “100% Camisa Verde e Branco Carnavalizando Mário de Andrade. O berço do samba, o poeta e o herói na paulicéia desvairada”, através da composição musical de Dennis Patolino, Guilherme Garoa e Victor 7, e sob a liderança de Nêgo no vocal.
 
Os elementos da Semana de Arte Moderna de 1922, o romance Macunaíma, além da flora e fauna tipicamente brasileira foram representados nas alegorias e figurinos dos componentes sob a criação da Comissão de Carnaval formada por Vaníria Nejelschi, carnavalesca e artista plástica; Janssen Balgobin, criação do enredo e direção artística; Marcelo Tupinambá, pesquisa histórica; e Renato Stinnpara, coordenação de criação artística e técnica. 

 
Já o conto das arábias foi narrado pela Águia de Ouro através do enredo “Mercadores de Sonhos”, na composição musical de André Luís, Cíntia Camarotto, Digo Sá, Douglas Chocolate, Guga Pacheco e Marcelo Garcia Leal, e nas vozes de Douglinhas Aguiar, Fernandinho SP e Serginho do Porto. 
 
A avenida virou cenário para receber toda a herança marcada pelo povo árabe através da cultura, economia, religião, gastronomia e as principais danças, como o Dabke e a Dança dos Sete Véus representadas pela comissão de frente com a coreografia de Cris Rabelo.

 
O próximo destino desta grande festa carnavalesca foi conduzido pela Pérola Negra em “Numa viagem arretada por terras nordestinas, a joia rara do Samba embarca rumo ao maior São João do Mundo: Campina Grande”, dos compositores Edilson Casal, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto, Victor Sampaio, Felipe Dingo, Portuga, Gui Cruz, Luciano Rosa e Vitor Gabriel, e a voz de Daniel Collete.
 
A escola desbravou a cidade do Nordeste destacando o Galo da Madrugada, o frevo e as famosas sombrinhas coloridas. O artesanato local, as lendas e folclores, a rica culinária e a musicalidade também receberam destaque durante o desfile através dos 1.400 mil componentes da agremiação, que ainda pediram proteção à Nossa Senhora e ao Padre Cícero para o povo nordestino que tanto sofre com a seca do sertão.
 
O último desfile recebeu o coração caridoso da Imperador do Ipiranga transferido para o enredo Solidariedade. A explícita magia de sonhar, amar e viver, em prol do bem”, dos compositores Max, Neto, Grandão, Fadico, Totonho, Joabil Jr, Luciano Costa e Arakem, e entonação da dupla formada por Juninho Berin e Rodrigo Atração. 

A agremiação mostrou, na avenida do samba, as mais variadas formas de manifestações humanitárias, e representou nas alegorias os personagens símbolos e ícones da solidariedade conhecidos no mundo como Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier e Betinho.

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