PAPO RETO COM TIAGO LINCK - Meu Igbá Cubango é amuleto, proteção e amor - FOLIA DO SAMBA

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PAPO RETO COM TIAGO LINCK - Meu Igbá Cubango é amuleto, proteção e amor

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ACADÊMICOS DO CUBANGO 2019
ENREDO:”IGBÁ CUBANGO, A ALMA DAS COISAS E  ARTE DOS MILAGRES”
Foto: Felipe Araujo

Objetos de poder, objetos de pedir proteção, objetos de pagar promessas, objetos que prometem milagres, mesmo que seja os falsos milagres, é nesse contexto que a Cubango apresenta seu enredo contando esses objetos que ligam o ser humano a sua crença  e como o ser humano se conecta com aquilo que acredita.

Igbá é um cabaça, lugar onde são guardados os objetos de culto e adoração a um orixá, mas que no geral podemos fazer a representatividade pela diversidade religiosa que se tem.

São inúmeros objetos onde todos possuem uma ligação e por trás deles há histórias antepassadas que precisam ser relembradas para mostrar que acima de tudo as vitórias vem pela força evocada.

Todos os pedidos são feitos ao menino ídolo Babalotim, a ele dirigimos toda nossa concentração de fé, como romeiros seguiremos pela passarela para cantar, as forças emanadas e a nossa própria escola. As ligações são feitas e direcionadas para o campo da fé, o axé é meu e eu uso seus elementos para pedir proteção aos sambistas para a sagração que na passarela vai acontecer.

Mais objetos surgem pelos cantos, objetos destinados a pedir proteção e deles me farei uso, seja benzido, amarrado, pendurado, não importa, nesse oratório tropicalismo barroco que surge, objetos valei-me agarrar pela graça alcançar.

Se peço e se tenho a graça alcançada, é preciso pagar. Seguir em romaria, subir escadas, de pés calejados, mãos estrupiadas, não importa, é nesse pagamento de promessas que tenho que manter ainda de pé minha devoção. É nesse sentido que manifesto minha adoração, peço que rogo aos mestres do catolicismo popular, foram tantos, reviver o imaginário, a eles peço que olhem para seguir o destino.

Mas é preciso ficar de olhos bem abertos, arregalados eu diria com os objetos de falsas promessas e os falsos profetas, espalhadas aos montes, sintetizados pela ironia de afirmar que possuem o poder o que você precisa. Assim como  ferida aberta e que está exposta nesse tropicalismo brasileiro que se deixa levar pelas “boas promessas”, pergunto: Quanto você pagaria por um lugarzinho no céu? Venderia sua alma a quem bem promete erguer castelos a sua volta assim como fez o rei da vela, esse que explorava a miséria alheia. São promessas espalhadas e que se avolumam em cifras exorbitantes, dívidas monstruosas carregadas pelos falsos profetas que acumulam fortunas enquanto você se respira com aquilo que tem.

Em tempos de pedir, pagar e prometer, é preciso com essas três ações reparar que você é capaz de conectar-se a seu objeto e pedir tempos melhores, que acendam velas seja onde for seu credo,para  iluminar os tempos que virão pela frente.


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