Feitiço do Rio já tem enredo para o carnaval 2020 - FOLIA DO SAMBA

Anuncio No Post

Feitiço do Rio já tem enredo para o carnaval 2020

Compartilhar
O Feitiço do Rio, da série E do carnaval carioca, divulgou através das suas redes sociais o seu enredo para o carnaval 2020. A escola também divulgou um texto base explicando um pouco do que levará para a Intendente Magalhães no próximo ano.
Foto: Sérgio Ayres


GRES FEITIÇO DO RIO
CARNAVAL 2020
Presidente: Antonio Gonçalves 
Diretor de Carnaval: Gustavo Stefanoff
Comissão de Carnaval: Daniel Sobral, Antonio Gonçalves, Elídio Júnior e Isaac Neves
Direção de Ateliê e Barracão: Danilo Ramos


Enredo: E AGORA? QUEM PODERÁ NOS DEFENDER?

Está na Bíblia, existiu um paraíso, 
sem ganância, sem cobiça, sem um “ser” dominador. 
Mas durou pouco, até do barro vir o homem 
e do homem vir aquela que, enganada, traiu o Criador.

Está na Bíblia, desde sempre existem cobras,
ardilosas, venenosas, preparadas pra maldade...
que, na surdina, vivem armando suas tramoias,
manipulando a história, corrompendo a humanidade.

Foi assim o final do paraíso
e o surgimento de um planeta dividido pela força e enganação;
que a cada era cria armas, vai à guerra,
na luta por mais terra, riqueza... poder... dominação... 

Maracutaias não são tramas tão recentes,
na Grécia até presente foi usado em conflito!
E no Egito, a verdade foi escondida 
e, por amor, pôs-se fim à vida, pra fugir do inimigo.

Quem não se lembra daquele falso beijo,
de amigo, companheiro, no alto do Monte das Oliveiras? 
Daquela cena, que, prevista em profecia, 
terminaria com o Deus Vivo pregado na cruz de madeira?

E aquela história de incêndio na cidade,
em nome da prosperidade, de uma Roma mais moderna? 
E aquela ideia de que tudo é sagrado 
e a ciência é do diabo, então queima na fogueira?

Se a terra é escassa, já tem dono pros pedaços
e o aumento da riqueza requer um novo trajeto... 
É navegando que se foge dos pedágios 
e se chega ao Oriente pro troca-troca de objeto. 

Mas se errado, o caminho que traçado,
só enganar o ser nativo, iludi-lo com vidrinho. 
Toma espelho, toma pano eu quero chão,
dê-me ouro e pau-brasil, coloque tudo no navio.

E se taxada a roubalheira desenfreada,
usa de criatividade pra sonegar o precioso. 
Enterra, guarda, oculta, omite, disfarça...
utiliza até o sagrado, esconde tudo no pau oco. 

Exploração, dor, humilhação...não ligue, pro esquema, 
negro não é gente, negro é mercadoria. 
E liberdade de nada lhe adianta, 
pois sua sina é servir, ter uma vida severina...

Heróis? Traídos, 
morrem no quilombo, morrem na corda, morrem na bala... 
nomeiam praças, ruas, becos, vielas... viram feriados, ganham estátuas,
mas com o tempo, eles apagam a sua fala.

Enquanto isso, troca-se voto por tijolo, voto por comida... 
até morto, vota no cabresto... 
E se o poder não vem no pelo voto, vem no grito. É golpe! 
E não venha com protesto.

Toma censura, tortura, 
"queima de arquivo"...
“Hora de moralizar o país”, dizem! 
“Tempo de ocultar a verdade”, fazem! (Ah, se os pilares da Ponte falassem...!)

E nessa zorra o cidadão é quem mais sofre,
não tem rota de fuga e sempre acaba saqueado.
Enquanto isso o poderoso vende tudo 
e vai atrás dos grandes fundos, pegar mais money emprestado. 

Depois nos cobra, joga a culpa em juros;
fala de rombo, nas contas e na previdência.
E damos tchau aos direitos sociais
pra viver na miséria, na pobreza, na carência...

Na imprensa só notícia maquiada,
muita história mal contada, muito aplauso pro “patinho”.
Na internet a mentira é deslavada, 
pra desfocar a sujeirada e dar tempo pra limpar (“lavar”) o caminho. (“Tem que manter isso aí, viu”!?)

Infelizmente, a história se repete,
em todo canto, toda parte, em toda esquina ou sinal... 
Bate uma tristeza saber que neste caos, 
nada mais é sério, nem mesmo o nosso Carnaval. 

Só não podemos perder a esperança, 
temos que seguir em frente, persistir, “ser brasileiro”.
Acreditar que existem “Chapolins”, capazes de ouvir o nosso chamado,
defender a nossa gente e nos tirar desse vespeiro.

Então, “não contavam com a minha astúcia?”
“Minhas anteninhas estão detectando a presença do inimigo”
“Não criemos pânico”, ele “se aproveita da minha nobreza”
Até tu, Judas? “Suspeitei desde o princípio”.

(Texto de Antonio Gonçalves)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anuncio No Post