A realidade do Carnaval Virtual - Rômulo Roque - FOLIA DO SAMBA

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A realidade do Carnaval Virtual - Rômulo Roque

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Nosso próximo entrevistado é Rômulo Roque que começou a trabalhar no carnaval em 2004, como aderecista de fantasias,em escolas como Mangueira, Grande Rio, São Clemente. Sua estreia como desenhista se deu através de um convite do carnavalesco Mauro Quintaes, no ano de 2017, até então na Unidos da Tijuca. 

Em 2018 seguiu com ele para o carnaval paulistano e na Terra da Garoa trabalhou na Unidos do Peruche e também na Tom Maior. No ano de 2019 nosso entrevistado continuou ao lado de Mauro Quintaes seguindo com ele para a Dragões da Real, acumulando trabalhos na Colorado do Brás, Império de Casa Verde, X9 de Santos, Bambas da Alegria e Santa Cruz.
No Carnaval Virtual Rômulo iniciou na Acadêmicos da Zona Oeste e em seguida passou a fazer parte da Corações Unidos, agremiação que segue como carnavalesco atualmente. 



Fora do mundo do Carnaval trabalha como figurinista de festas e eventos nacionais e internacionais. 

E vamos à entrevista! 


Delson Dantas: Qual foi sua primeira experiência com o Carnaval Virtual? Diga suas impressões sobre essa experiência.

Rômulo Roque: Em 2011 comecei no virtual desenhando as fantasias da Acadêmicos da Zona Oeste, não entendia nada de como funcionava um desfile virtual e acabei gostando muito e me motivei a melhorar a qualidade dos desenhos cada vez mais. 


Delson Dantas: Existe diferença na concepção entre os desenhos para o Carnaval Real e para o Carnaval Virtual?

Rômulo Roque: Sim, muita diferença, no virtual você pode abusar de coisas que não poderiam ser feitas no real, também no virtual muito detalhismo acaba se perdendo pelo tamanho das fantasias na tela que é pequeno e também tem a visão frontal das alegorias que é bem diferente de um projeto do real. 


Delson Dantas: Na sua opinião, hoje podemos dizer que o Carnaval Virtual pode ser considerado uma espécie de escola para quem quer começar?

Rômulo Roque: Considero uma forma de aprimorar os desenhos, os dois são bem diferentes principalmente na parte de adequar as coisas a realidade financeira de uma escola do real. 


Delson Dantas: O Carnaval Virtual te ajuda ou já ajudou na concepção para artistas do Carnaval Real?

Rômulo Roque: Sim, eu trabalho mais na parte de fantasias e algumas coisas acabam indo parar no real, algumas coisas até acabam servindo de inspiração para outros artista e acho isso muito válido, é uma forma de arte e vejo a arte como algo de domínio público, depois que você a apresenta ela é do mundo. 


Delson Dantas: Já conseguiu algum trabalho no Carnaval Real por causa do Carnaval Virtual?

Rômulo Roque: Eu já trabalhava no Carnaval Real há alguns anos, mas em outra área, meu primeiro trabalho como figurinista no real que foi na Unidos da Tijuca e consegui através das minhas fantasias do virtual.


Delson Dantas: Você considera o Carnaval Virtual um portfólio para quem quer começar?

Rômulo Roque: Sim, mas mantendo o cuidado de ter coisas que possam realmente ser tiradas do papel. 


Delson Dantas: Deixe sua opinião sobre o projeto Carnaval Virtual.

Rômulo Roque: Uma ótima forma de aprimoramento e de se fazer coisas que não seriam feitas no carnaval real, eu acho isso o grande atrativo do virtual, sempre gostei de enredos inusitados e diferentes

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