PROSA DO FOLIA: Vitinho, Mestre de Bateria da Unidos da Ponte - FOLIA DO SAMBA

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PROSA DO FOLIA: Vitinho, Mestre de Bateria da Unidos da Ponte

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Avô Mestre de Bateria, Pai Mestre de Bateria, o destino já estava traçado para ele. O Pai no Império Serrano, a Mãe na Portela, onde ele deu seus primeiros passos no samba. A trajetória do Carnaval na vida de Vitinho começou muito cedo. Em 1997 fez seu primeiro desfile, pelo Império do Futuro.

"Meu primeiro desfile eu iria vir tocando repique, o mestre era Pretinho da Serrinha. Na hora que ia começar o desfile falaram que eu não aguentaria e me deram um Xequerê. Eu vim na frente da bateria rindo para câmera na maior felicidade"


Humilde, pés no chão, batalhador, um cara cheio de sonhos e que não desiste de nada fácil. Nas maiores dificuldades corre atrás, procura sempre ajudar o próximo, assim se define o comandante da bateria Ritmo Meritiense.

Como Mestre de bateria tem passagens pela Filhos da Águia, Arranco, Favo de Acari e Unidos da Ponte, onde já esta confirmado para 2020. Como diretor e ajudante dos amigos, coleciona escolas entre o especial, acesso e Intendente Magalhães.

UNIDOS DA PONTE

Em 2019, a Unidos da Ponte enfrentou uma chuva que poucas horas antes havia inundado a Marques de Sapucaí, a escola usou da dificuldade para fazer um belo desfile tendo a sua bateria como um dos pontos principais. Ali havia a estreia de Vitinho, 40 pontos do quesito estava nas mãos dele e do seu trabalho de todo ano.

"Eu me tornei um filho na Unidos da Ponte. Chego na feijoada as baianas vem e me abraça, a ala das damas, velha guarda, em um ano conquistar isso é muito bacana. Na Portela eu sou de casa, conheço todo mundo, agora em São João de Meriti é diferente. É gratificante demais o carinho que recebo, no meu aniversário fizeram bolo, me deram presentes, isso me dá motivo para seguir nosso trabalho e ser orgulho para comunidade"


RITMO MERITIENSE

Difícil olhar para Vitinho e não dar de cara com um sorriso no rosto, mas se engana quem pensa que tudo são flores. Para um belo trabalho na avenida, o mestre revela a preparação da bateria para o desfile.

"A gente trabalha com muitos ensaios, eu fico sendo o cara mais chatos para os ritmistas, dou esporro, encho o saco, tudo para ficar perfeito. O segredo também é manutenção dos instrumentos, sou muito chato com isso, quando fica tarde eu levo ate para casa. Olha a chuva que pegamos esse ano, se os instrumentos estivessem despreparados não daria certo. É o mínimo para o ritmista que se dedicou nos ensaios e eventos ter um instrumento bom para desfilar"

INSPIRAÇÃO

"Tenho muitas inspirações, mas os principais são meu pai, o Mestre Faísca, e meu avô Alcides Gregório. O meu avô eu era pequeno, mas vi muitos videos, sou fã e grato a eles. Eterna gratidão ao mestre Nilo Sérgio que meu deu a oportunidade e ao Ciça, um cara ousado ao extremo e que sabe olhar para o seu ritmista, sabe quando ele precisa de uma ajuda, quando tem algo no seu dia-a-dia, sua relação em casa, o mestre tem que ter essa relação com o ritmista"


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