PAPO RETO COM TIAGO LINCK - Primeira noite do Especial de SP - FOLIA DO SAMBA

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PAPO RETO COM TIAGO LINCK - Primeira noite do Especial de SP

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A Coluna "Papo Reto com Tiago Linck" voltou. Dessa vez a análise dos sambas que passarão na avenida foram divididos por dias de desfile. Com vocês a primeira noite do Grupo Especial de São Paulo.



Barroca Zona Sul
“Benguela, a Barroca clama a ti, Tereza” Abrindo os desfiles da sexta feira de Carnaval no Anhembi, a Barroca traz uma mulher de personalidade forte na luta pela igualdade e também da intolerância, falamos de Tereza de Benguela. Passear pela história de Tereza de Benguela é voltar ao passado, ver todo o sofrimento que os negros sofriam naqueles tempos e usar a bravura, resistência de uma mulher como Tereza para continuar a luta que impera ainda nos dias de hoje. Usar a fé como acalanto, quando o medo for maior, usar do diálogo para seguir lutando, usar a palavra como força quando o preconceito querer dominar.Vamos conferir esse enredo  histórico de cunho fundamental que a Barroca vem nos apresentando.Tereza é o símbolo da alma da mulher preta que é de lutar sempre.

Tom Maior
“ É Coisa de Preto” a Tom Maior promete uma verdadeira reflexão com esse título no qual sabemos, mas por insistência ainda muitos teimam em ofuscar a verdadeira importância que os africanos que, aqui pararam se tornando afro-brasileiros,tem para o desenvolvimento de nossa sociedade. São personagens de cunho tão importante que merece o devido respeito. É preciso enaltecer a negritude, ver o quanto os esforços dessa gente valeu para a construção da identidade do Brasil. Através desse enredo e eu particularmente gosto bastante, enxergaremos muito mais além de uma expressão usada até então para o sentido pejorativo e que vamos para além do comum e aprofundaremos na raiz da história e ver que coisa de preto é coisa boa sim, vale a pena conferir esse enredo.

Dragões da Real
“ A Revolução do Riso: A arte de subverter o mundo pelo divino poder da alegria”. Por esse título vamos ver o riso no enredo da Dragões e a partir das sete criações divinas, esse presente se torna o melhor aliado frente as divindades. Rir nos eleva ao cosmos como forma de ver que através das gargalhadas podemos tudo. É virar de ponta cabeça e instalar na nossa alma sensações. O riso como perspectiva veio evoluindo e não só ficou restringido ao simples ato de sorrir. Ele veio de uma forma que permite elencar diversos fatores que,como diz no título do enredo,subverter-se a outras faces e o que ficou somente na gargalhada virou algo sério. Digamos que o se calava, através da arte de rir pode-se de dizer tudo, melhor pode se encarar tudo. A revolução do riso permite tudo, inclusive deixar a tristeza de lado, esquecer o lado ruim das coisas e por aí vai. Felicidade é compartilhada pelo simples milagre da alegria e permita-se gargalhar como uma terapia que mudará seu interior, colorindo a vida e curando o baixo astral.

Mancha Verde
“Pai!Perdoai,eles não sabem o que fazem! A Mancha Verde além de uma reflexão, ela traz uma crítica bastante contundente com esse enredo.O ser humano como fio condutor desse enredo em tempos em que o amor está deixado de lado e falo no amor porque quando ele talvez não exista dentro de cada coração, o lado “demônio” fala mais alto e o que seria isso? É preciso olhar para si mesmo e identificar que o “anjo”, o lado do bem está adormecido.Quando se pede perdão por não saber o que fazem,talvez o ser humano desaprendeu e deixou a vaidade predominar, o orgulho falar mais alto e esqueceu do bem. Quando ele toma atitudes pela vaidade e pelo simples prazer, ele deixa esse lado ruim transparecer.Que esse enredo sirva para seguir apenas um caminho, o do bem e sirva também para se repensar em muita coisa que vem acontecendo e que vem tornando tempos tão difíceis. É preciso parar e analisar  para muita coisa que vem descambando para o lado ruim que não sabemos aonde vai parar.Vamos seguir apenas um caminho, o do bem e assim os tempos ficarão muito melhor.

Acadêmicos do Tatuapé
“O Ponteio da viola encanta:Sou fruto da terra, raiz desse chão...canto Atibaia do meu coração”. O violeiro junto a viola dão o tom dessa prosa pra lá de especial.Contar a história de Atibaia é enaltecer um povo que ama suas raízes. A simplicidade que dá o tom no modo de vida, as histórias de um povo que vê na terra o seu próprio sustento. A cidade acolhedora que festeja sua própria história e tem história pra contar. É como se observássemos pela janela essa narrativa a ser contada e de fato é.De longe da sacada, o tempo passa, a cidade sobranceira ganha vida, é passado e presente fazendo história,é o antigo e o novo lado a lado pra essa viola festejar Atibaia.É também de agradecer a esse povo que ajudou a cidade a se expandir e ganhar selo no Carnaval Paulistano.Embale junto com a Tatuapé e venha conhecer um pouco mais de Atibaia.

Império de Casa Verde
“Marhaba Lubnãn”.Com esse título vamos voltar a sete mil anos e embarcar em histórias e se deparar com um país que tem muito a nos mostrar e nos revelar segredos e mistérios.Vamos para o Líbano e descobrir histórias antes de Cristo. Um país de extrema importância para o mundo.Falar do Líbano é enriquecer um pouco a mais nosso conhecimento de uma terra que é considerada Santa, é voar para as montanhas libanesas e descobrir coisas que jamais imaginávamos, é adentrarmos para esse país e juntar os dois oceanos e formarmos uma nação apenas, a Libanesa-Brasileira. Na avenida vamos honrosamente descobrir muitas coisas interessantes e muita história guardada a sete mil anos, de trajetória e memórias. Saudamos o Líbano nessa Pátria acolhedora que mais abrigou Libaneses por aqui e vamos com a Império de Casa Verde se emocionar nessas terras milenares.

X9-Paulistana
“Batuques para um Rei Coroado”. Um título bastante interessante para o que vamos ver: Uma homenagem a batucada brasileira. Como fio condutor um personagem que assistiu a batucada Ibeji lá na África e recebeu uma missão e por aqui veio conhecer do Norte ao Sul a vasta batucada brasileira, o batuque negro, batuque indígena, batuque branco com influência do Europeu. Conheceu todas as vertentes dessa batucada, ou melhor o toque mágico do tambor que encanta e chegando até a sua casa encontrou aquela batucada familiar. Sua missão chegou ao fim e como “prêmio” digamos assim, foi coroado rei. Vamos passear por muita história desde a África com suas batucadas até chegarmos nessa mistura envolvente e deixar o coração pulsar.



Tiago Linck é formado em Letras, amante e desfilante do Carnaval.

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