Através da Live, Estrela do 3º Milênio comemora aniversário e lança enredo


O Grêmio recreativo Cultural Escola de Samba Estrela do Terceiro Milênio comemorou seus 22 anos através de uma Live, no domingo 31 de maio. A Live de quatro horas de duração teve apresentações musicais produzidas pelo time musical da escola, contou com a presença de Clóvis Pê, intérprete oficial da escola, além das participações de Raquel Thobias e Sérgio Maciel membros do time de canto da Milênio. Mestre Vitor Veloso também participou conduzindo alguns dos ritmistas da bateria Pegada da Coruja.

A condução da Live ficou por conta da vice presidente Mirian Moura que além de interagir com os internautas, chamava as participações especiais, em depoimentos previamente gravados. “Em tempos de pandemia e de isolamento social, produzir uma Live foi a solução possível para comemorar o aniversário da escola sem gerar aglomeração” afirmou a vice- presidente.

No repertório apresentado, além dos hinos da escola, foram relembrados diversos sambas enredo antigos, numa espécie de linha do tempo. Mas o repertório não parou por aí. Atendendo a um pedido do carnavalesco, foram inseridos sambas especialmente escolhidos por ele, que funcionavam como dicas do tema do enredo para carnaval 2021, que ao final da Live foi oficialmente lançado através de um clip.

 A Estrela do Terceiro Milênio que no carnaval 2020 apresentou o enredo “No coração da floresta nascem estrelas que brilham no meu carnaval”,  ficando na terceira colocação, pelo grupo de acesso das escolas de samba de SP, apresentará no carnaval 2021 o enredo “Ô abre alas que Elas vão passar”.

 Murilo Lobo, carnavalesco da Milênio pelo quarto ano consecutivo, criou e desenvolveu o enredo, afirma que apesar de historicamente, o samba e o carnaval terem sido perseguidos e terem sofrido na pele o preconceito racial e de classes, isto não impediu que ao longo de suas histórias, neles víssemos refletido o machismo da organização patriarcal da sociedade.

Isto se constata na invisibilidade de artistas mulheres, na atitude de não dar espaço, nem voz, às mulheres para que exercessem o poder de compor, de tocar um instrumento, de cantar,  de falar, de criar, ou até de liderar uma Escola de Samba.

“Este enredo é um gesto de reconhecimento dos enormes desafios que as mulheres enfrentaram e enfrentam até hoje para participar do universo do samba e do carnaval. É um forma de agradecer  a estas mulheres, que muitas vezes sozinhas, com família para cuidar e alimentar, com carreiras e dinheiro para conquistar,  ajudam a fazer do carnaval, dos desfiles das escolas de samba um dos maiores espetáculos da terra”, fala o carnavalesco

O Presidente Gilberto Rodrigues ( Giba) afirma: “Estamos muito orgulhosos por apresentar este enredo que traz uma  reflexão pertinente e que reconhece a significativa e valorosa participação das mulheres no samba e no carnaval”.